O exílio da Família Imperial Brasileira

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Após o golpe que instaurou a república no Brasil no dia 15 de novembro de 1889, à madrugada 17 de novembro a Família Imperial Brasileira foi embarcada as pressas no cruzador Alagoas.


Por ordem do Governo Provisório da República, a Família Imperial deveria ser embarcada imediatamente, pois a mera permanência do Imperador Dom Pedro II no Brasil poderia por fim à revolução republicana, pois caso o povo e as tropas dessem por conta de que o Imperador estava sendo deposto, começaria uma verdadeira guerra civil com o povo às ruas em defesa do Império e do Imperador, que estava no auge de sua popularidade.


O respeito de todos ao Imperador era tamanho que nenhum líder do Governo Provisório teve coragem de anunciar pessoalmente da deposição e do exílio à Dom Pedro II. Foi enviado um emissário com uma carta escrita em nome do Presidente Marechal Deodoro da Fonseca.


A calada da noite a Família Imperial embarcou à bordo do Alagoas junto com o Visconde de Ouro Preto, a Condessa de Barral, Joaquim Nabuco e outras figuras leais ao Imperador para Portugal, de onde depois a Família Imperial partiu para a França, onde viveram o exílio até após o fim da Segunda Guerra Mundial, embora a lei do banimento tenha sido revogada em 1920 pelo Presidente Epitácio Pessoa.

Imagem: O Imperador recebendo o comunicado de sua partida com sua família.

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