Joesley Batista depõe à Polícia Federal na quarta-feira sobre empréstimos do BNDES à JBS

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SP - JBS/TEMER/JOESLEY BATISTA - ECONOMIA - Foto de arquivo de 14/03/2011 de Joesley Batista, proprietário da J&F, controladora da JBS, durante coletiva em São Paulo. Joesley Batista relatou em delação que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. 14/03/2011 - Foto: AYRTON VIGNOLA/ESTADÃO CONTEÚDO

O empresário Joesley Batista vai prestar depoimento na manhã de quarta-feira a policiais federais a respeito das investigações da operação Bullish, ação que apura supostas irregularidades na concessão de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à JBS.

O depoimento de Joesley Batista, ex-presidente da holding que controla a JBS, vai ocorrer na Superintendência da Polícia Federal em Brasília a partir das 9h, disse à Reuters uma fonte ligada à apuração.

O empresário, que teve acordo de delação premiada homologado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é obrigado a comparecer e prestar esclarecimentos sempre que convocado.

Em entrevista à última edição da revista Época, Joesley Batista acusou o presidente Michel Temer de ser “chefe de organização criminosa”. As acusações do empresário, em delação, levaram a uma investigação sobre Temer no STF por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa.

O presidente nega as acusações, reclama dos benefícios concedidos a Joesley Batista na delação pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e, em contra-ataque, tenta desqualificar as acusações feitas pelo empresário. Na segunda-feira, ele decidiu mover duas ações contra Joesley por danos morais e por crimes contra a honra.

Na tarde da quarta-feira, o STF poderá decidir se muda o relator do inquérito contra Temer a partir das delações da JBS – atualmente nas mãos do ministro Edson Fachin – e também deve discutir se revê os termos da colaboração premiada.

Os executivos da JBS foram anistiados de qualquer punição penal após firmarem o acordo de delação.

Fonte – Reuters

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