‘É um balão vazio, cheio de nada’, diz Sérgio Moro sobre Intercept

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“Até quando a honra e a privacidade de agentes da lei vão ser violadas com o propósito de anular condenações e impedir investigações contra corrupção?”, questionou Sérgio Moro após publicação de nova reportagem pelo site Intercept.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, utilizou a rede social Twitter, neste sábado (29), para se posicionar após nova reportagem do site Intercept — repercutida por veículos da imprensa brasileira como a revista Veja — contendo supostas mensagens hackeadas de celulares de procuradores da República.

“A matéria do site, se fosse verdadeira, não passaria de supostas fofocas de procuradores, a maioria de fora da Lava Jato. Houve trocas de nomes e datas pelo próprio site que as publicou, como demonstrado por OAntagonista”, afirmou Moro.

Em publicação no Twitter, o ativista norte-americano, Glenn Greenwald, reproduziu uma mensagem supostamente enviada no dia 1º de novembro de 2018 atribuída ao procurador Ângelo Goulart Villela, preso em 2017, denunciado sob acusação de receber dinheiro para repassar informações sigilosas a Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.

“Foi um erro de edição apanhado pela checagem de fatos antes da publicação”, disse Greenwald após um internauta apontar uma das várias inconsistências da reportagem.

Algum tempo depois, Greenwald deletou o tuíte original — confira a mensagem original arquivada — e o site Intercept corrigiu o nome do procurador para Ângelo Augusto Costa. Na versão final da matéria, no entanto, o nome do procurador ficou apenas Ângelo.

Ainda no Twitter, o ministro Moro continuou falando sobre o novo vazamento:

“Isso só reforça que as msgs não são autênticas e que são passíveis de adulteração. O que se tem é um balão vazio, cheio de nada.”

Ele completou:

“Até quando a honra e a privacidade de agentes da lei vão ser violadas com o propósito de anular condenações e impedir investigações contra corrupção?”

Tuíte original do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro:

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