Ferramentas feitas por macacos há 3 mil anos são encontradas no Piauí

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A descoberta ajuda a compreender como uma inteligência similar à de ancestrais dos humanos evoluiu de maneira independente no Brasil pré-histórico.

Uma comunidade de macacos-prego no Piauí faz uso de ferramentas para quebrar castanhas e sementes há pelo menos 3.000 anos.

Os animais adaptaram sua técnica a diferentes alimentos ao longo do tempo.

A conclusão saiu de uma escavação arqueológica no Parque Nacional da Pedra Furada, em São Raimundo Nonato (PI), cujos resultados foram publicados na revista científica Nature Ecology and Evolution.

Os autores, um grupo interdisciplinar que reuniu biólogos, psicólogos e arqueólogos, descrevem como os macacos vêm aprendendo uns com os outros como usar rochas para processar alimentos.

A técnica em questão requer duas pedras, uma para apoiar o alimento a ser processado — a “bigorna” — e outra para golpeá-lo — o “martelo”.

Os cientistas que estudam a região a mais de duas décadas já sabiam que os macacos-prego que vivem lá usam pedras de tamanhos diferentes dependendo do alimento a ser processado.

O cardápio atual da região inclui alimentos como castanhas de caju, sementes de maniçoba, grão-de-galo e jatobá.

Enquanto a castanha de caju é mais fácil de abrir com pedras pequenas, os outros alimentos costumam exigir pedras maiores.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, essa variação, que sinaliza uma possível necessidade de adaptação ao ambiente e ao tipo de alimento mais abundante, é típica da arqueologia de ferramentas humanas.

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