De Sphaera Mundi

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Durante o século XIII d.C., mais especificamente por volta do ano de 1230, é publicado por Johannes de Sacrobosco o livro “De Sphaera Mundi”, que podemos traduzir livremente como “Na Esfera do Mundo” ou “A Esfera do Mundo”. Este pode parecer, à primeira vista, mais um dos extensos almanaques medievais que tratavam de medicina, novelas de cavalaria e outras coisas do tipo, mas se sobressai ante a todos estes por quebrar o nosso conceito muito bem estabelecido de que “os medievais pensavam que a Terra era plana”.

Esta introdução aos conceitos astronômicos da época, também conhecida como “Tratado da Esfera”, é muito baseada nas obras de Cláudio Ptolomeu (um cientista grego muito famoso que pode ser tema de outro post) e tem também ideias derivadas da famosa astronomia islâmica, além de, é claro, teorias sobre os astros e seu funcionamento criadas pelos próprios medievais, principalmente nas universidades, centros de produção cultural e científica da época. É o livro pré-Copérnico mais famoso a tratar de Astronomia, entre diversos que foram publicados no mesmo século sobre o mesmo tópico.

O livro tratava o mundo como sendo esférico, portanto, sendo um dos mais prestigiados durante séculos da Idade Média, podemos dizer comprovadamente que sim, pelo menos no período da Baixa Idade Média, esse livro é prova de que o pensamento da esfericidade terrestre já existia e não era negado no meio científico. Para os que entendem algo de inglês e gostariam de se aprofundar mais no conteúdo da obra, fiquem com essa tradução em inglês (do ano de 1949) que eu achei (o tratado é bem curto) do “De Sphaera Mundi”. O original foi publicado em latim, a língua científica e cultural da época.

IMAGEM= Ilustração de uma edição de 1550 do “Tratado da Esfera”, mostrando o mundo como esférico.

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