Os Templários e a descoberta das Américas

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Caravelas de Cristóvão Colombro

Poucas datas como o dia 12 e 13 de outubro tem despertado tanto interesse na história, hipóteses, debates e lendas. A primeira porque é o descobrimento da América a segunda porque no dia 13 de outubro de 1307 milhares de monges guerreiros pertencentes a Ordem do Templo foram detidos e queimados na fogueira. Estes acontecimentos geraram muita polêmica e controvérsias. O que para uns foi um descobrimento, para outros foi um genocídio; se para alguns é lúcida mas desconhecida, para outros não deixa de ser uma história mesclada com lenda, com a misteriosa frota Templária, acompanhada de outro genocídio, o de seus monges guerreiros.

Jacques DeMolay, último Grão Mestre da Ordem do Templo, na fogueira.

A Ordem do Templo, por motivos econômicos, militares e religiosos apresentava grande perigo ante os reis e papas, desencadeou a ira e a avareza do rei francês Felipe IV,cujos Templários eram seus credores; e também do Papa Clemente V. Clemente extinguiu a Ordem do Templo acusando-a de heresia e o Rei Felipe encarregou-se de expropriar seus bens em uma empreitada relâmpago na noite de 13 de outubro, sexta-feira de 1307. Mais de 15.000 Templários foram dizimados (Fonte: Nueva Tribuna). Dentre eles estavam o Grão-Mestre Jacques DeMolay, que foi detido, torturado e queimado vivo em frente a Catedral de Notre Dame, em Paris. Como desaparecerem todos os Templários é um enigma. Acredita-se que muitos escaparam das mãos do Vaticano e do rei galo, tendo ingressado em outras ordens religiosas e cavaleirescas, como na Ordem de Calatrava, na Espanha.

Independente das lendas, é certo que os Templários na medida que foram acumulando riquezas e poder, foram também adquirindo barcos para fazerem as viagens entre a Europa e a Terra Santa. Na costa europeia, de norte a sul, de leste ao oeste, estabelecerem uma série de rotas marítimas que saiam de portos europeus partindo em direção aos Lugares Santos. Com isso, os Templários acabaram formando uma das melhores frotas, tendo acesso aos conhecimentos secretos sobre navegação dos fenícios e dos romanos. Por certo, os Templários controlaram toda a costa mediterrânea e atlântica conhecidas na época, com portos na Espanha, Itália, França, Israel, Chipre, Portugal, Flanders e norte da Europa. Um dos mais importantes era La Rochelle, seu centro metalúrgico no Atlântico.
À noroeste da França, a grande e desconhecida frota templária esteve ativa até os idos de 1307. Após a perseguição muitos membros saíram fugidos com seus “tesouros”, rumo a La Rochelle carregando tudo o que deveriam salvar. Lotaram 18 navios (13, segundo outras fontes) e saíram navegando, fugidos da perseguição. Seu destino é outro mistério que alimenta as mentes pensantes. Não se sabe se agruparam-se em outro porto com outras naus ou se partiram solitos para um lugar mais seguro: o desconhecido Novo Mundo.
Passaram pela Escócia, Portugal e Sicília, onde inicialmente iam agrupando, e posteriormente seguros embarcaram a caminho do Novo Mundo, desconhecido pelo resto dos ocidentais. Provavelmente utilizaram uma rota já antes conhecida e utilizada para a extração de riquezas do continente além-mar. Existem algumas razões para crer que os Templários conheciam e haviam descoberto a América, de onde haviam extraído riquezas, ouro e principalmente a prata, origem de sua imensa fortuna cunhada em menos de um século. Se certo ou não, há indícios que aportaram na costa Canadense, atual Nova Escócia.
Na ilha conhecida como Ilha de Roble (Oak Island), em 1795, três pescadores do povo Chester, descobriram, ao pé de um carvalho centenário, a polia de um velho barco. Pensando que haviam outros restos, começaram a escavar e encontraram uma cova de onde partiam túneis subterrâneos em forma de labirinto. Juntamente com outros pesquisadores desceram até estes túneis, exploraram o labirinto e nada encontraram além da morte. O solo cedeu e todos foram soterrados.
Existem muitas outras histórias e testemunhos, como uma construção na capela de Rosslyn, levantada pelos netos de Henry Saint Claire, nesta “espiga de milho” há um anel com a inscrição Secretum Templi, que vincula esta família escocesa com os Templários, a quem ajudaram e ofereceram refúgio, e explica assim a sua enorme riqueza. Henry Saint Claire com 300 colonos e doze embarcações aportaram em Nova Escócia em 1398 e no ano seguinte regressaram a Escócia Natal, segundo conta Andrew Sinclair, um dos netos, em seu livro A Espada e o Graal.
Capela Rosslyn, Escócia.
O escritor francês Louis Charpentier (1905-1979) em seu livro sobre os Templários argumenta que a frota fugitiva teria chegado no México em 1307/1308 partindo desde La Rochelle havendo utilizado uma rota semelhante a de Colombo, com escala nas Canárias onde provavelmente esconderam parte de seu tesouro. Seguiram uma rota dos próprios Templários, que foi utilizada entre os anos de 1272 e 1294. Charpentier afirma ainda que as minas de prata utilizadas pelos templários estavam localizadas em Yucatán, que há indícios e consonância com o descobrimento da América pelos templários. Para Louis, os Templários aportaram nas Américas 100 anos antes de Colombo! Supõe-se ainda que a grande maioria da prata era proveniente da América do Sul: Argentina, que recorreram desde o noroeste os rio Paraná, Paraguai, Uruguai e Rio da Prata deste Punta del Este, no Uruguai até Buenos Aires. Chegaram a região de Chubut e Patagônia sem esquecer o Brasil e as madeiras dos seus portos e as tornaram mais forte na Europa.
Depoimentos de religiosos que acompanharam Colombo afirmavam que os “índios” não estavam surpresos ao verem as cruzes e as vestes dos que com Colombo estavam. Isso porque supostamente eles já teriam visto estes hábitos e cruzes antes. Além disso, as culturas pré-colombianas já esperavam algo parecido, porque seus deuses e presságios haviam anunciado que “chegará um dia em que os homens vêm por grandes vestidos de metal do mar que vai mudar nossas vidas.” Os nativos, portanto, acreditavam que aqueles que vieram eram deuses… Seriam esses presságios ensinamentos Templários?!
Caravelas de Colombo: Pinta, Niña e Santa Maria

Por certo, estas crenças religiosas juntamente com as enfermidades que levaram os conquistadores, fizeram possível a conquista de um mundo novo. Se antes haviam outros chegados, não sabemos com certeza. Logo venho o genocídio, o espólio e a rapina em grande escala pelos europeus. Como fizeram há sete séculos os Templários devolvendo a seu lugar de origem o tesouro acumulado, seria justo e equitativo que hoje os europeus devolvessem algo como recompensa e sufrágio pelo que usurparam deste extenso continente. Um rico continente manchado por uma civilização que se considerava superior.

Traduzido por: Clovis Ivan

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