Novo ataque Adylkuzz também explora brecha de segurança do Windows

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Segundo especialistas em segurança, ameaça virtual tem potencial para infectar mais máquinas que o ransomware WannaCry.

Pesquisadores da área de segurança começaram a alertar, nesta quarta-feira, 17, sobre um novo ataque cibernético em curso que tem potencial de afetar milhares de computadores e servidores em todo o mundo. Chamado de Adylkuzz, ele infecta computadores com o objetivo de processar transações feitas com a moeda virtual Monero — similar ao Bitcoin, mas menos popular — e gerar ganhos financeiros para os cibercriminosos. Ainda não está claro quantos computadores já foram infectados com a ameaça, que está circulando na internet pelo menos desde 24 de abril.

De acordo com pesquisadores da área de segurança, como da empresa Proofpoint, o novo ataque explora a mesma vulnerabilidade do Windows que o WannaCry, ransomware que foi protagonista de um ataque virtual na última sexta-feira que parou empresas, órgãos de governo e até hospitais em mais de 150 países. A vulnerabilidade já foi sanada pela Microsoft por meio de uma atualização e, para não correr o risco de ser infectado, é recomendável que os usuários a instalem em seus computadores com Windows.

O “invasor” pode ser detectado por problemas de desempenho nos computadores, que ficam mais lentos do que o normal. O malware não rouba dados pessoais dos usuários, nem sequestra os arquivos do computador do usuário, como o Wanna Cry. “No curso da busca pelo WannaCry, nós expusemos as máquinas. Enquanto esperávamos ver o WannaCry, nós tivemos um inesperado e menor invasor barulhento: o Adylkuzz”, explicaram os especialistas da Proofpoint, por meio de comunicado.

Ao contrário do WannaCry, que teve alto potencial de transtorno para empresas e órgãos de governo em mais de 200 países, mas gerou pouco retorno financeiro para os cibercriminosos, o Adylkuzz tem justamente o potencial de gerar o efeito contrário. É provável que muitos os usuários que já estão com seus computadores infectados pela ameaça nem tenham percebido sua presença. Porém, ao permitir que os criminosos formem uma rede de computadores para processar transações na moeda virtual Monero, eles têm a possibilidade de gerar novas moedas virtuais e ganhar dinheiro com eles. Por conta disso, o potencial de ganho financeiro para os cibercriminosos é maior do que o do WannaCry.

Fonte – Estadão

 

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