O Romanov: Cativeiro e execução

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A Revolução Russa de 1917 foi um período de conflitos, iniciados em 1917, que derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin. Recém-industrializada e sofrendo com a Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco. Além disso, o governo absolutista do czar Nicolau II desagradava o povo, que queria uma nova liderança. A soma dos fatores levou a manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, deram origem à União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, que durou até 1991.

A Dinastia Romanov do czar Nicolau II e sua família foi deposta e eles foram mantidos em cativeiro pelo governo enquanto a revolução se desenrolava com a batalha entre o Exército Vermelho comunista e o Exército Branco monarquista.

Em agosto de 1917, o governo provisório de Kerensky evacuou os Romanovs para Tobolsk, nos montes Urais, alegando que isso os protegeria do crescente fluxo da revolução. Lá eles viveram na antiga Mansão do Governador com um considerável conforto. Em 30 de abril de 1918, eles foram transferidos para seu destino final: a Casa Ipatiev em Ecaterimburgo.

Depois que os bolcheviques tomaram o poder em outubro de 1917, as condições de seu aprisionamento tornaram-se estritas e a discussão de pôr Nicolau em julgamento ficou mais frequente. Nicolau seguiu os eventos da Revolução de Outubro com interesse, mas sem alarme. Ele continuou a subestimar Lênin, mas começou a sentir que a sua abdicação dera à Rússia mais prejuízos do que benefícios. Nesse meio tempo, ele e a família se ocupavam em serem cordiais. A visão de Nicolau e sua família começou a mudar as impressões até mesmo dos revolucionários endurecidos.

Em Ecaterimburgo, o czar foi proibido de usar as dragonas e as sentinelas rabiscavam desenhos obscenos na cerca para ofender suas filhas. Em 1º de março de 1918, a família Romanov foi posta para comer rações de soldados, o que significou a partida de dez criados devotados. A partir daí, manteiga e café foram considerados luxos. O que fez a família continuar foi a fé de que alguém os ajudaria.

Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias após a morte do czar e sua família em Ecaterimburgo. Informava que o monarca havia sido executado embaixo da ordem do Presidium do Soviete Regional dos Urais sob a pressão da aproximação da Legião Tcheca.

Embora o Soviete oficial tenha esclarecido que a responsabilidade da decisão era dos superiores locais do Soviete Regional dos Urais, Leon Trotsky, em seu diário declarou que a execução aconteceu com a autoridade de Lênin e Sverdlov. A execução realizou-se na noite de 16 para 17 de julho sob a liderança de Yakov Yurovsky e resultou na morte de Nicolau II, sua esposa, suas quatro filhas, seu filho, seu médico pessoal Eugene Botkin, a empregada de sua mulher Anna Demidova, o cozinheiro da família Ivan Kharitonov e o criado Alexei Trupp. Nicolau foi o primeiro a morrer. Foi baleado múltiplas vezes na cabeça e no peito por Yurovsky. As últimas a morrer foram Anastásia, Tatiana, Olga e Maria, que foram golpeadas por baionetas. Elas vestiam mais de 1,3 quilos de diamantes, o que proporcionou a elas uma proteção inicial das balas e baionetas.

Imagem: O czar Nicolau II (1868-1918) e seu filho Príncipe Alexei (1904-1918) cortando madeira na prisão.

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