O Tempo

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Tic-tac, tic-tac… tic-tac… Assim, meus caros, vai transpassando lentamente e bem suave, de um lado para o outro, o longo, sólido e negro pêndulo do relógio da história da civilização humana. Um relógio programado para nunca parar, emperrar ou enferrujar, e obrigando a todos, nesta terra, a dançar conforme a música, ou melhor, dizendo, dançar conforme o tempo da música.

Se “pararmos” para admirar criteriosamente esse relógio da humanidade, que possui imponentes e firmes paredes entalhadas em majestosa madeira de jacarandá poderemos ficar horas a fio de fronte ao relógio, olhando e olhando, extasiado, a hora passar… Seus barulhos perfeitos e certeiros, em um ritmo preciso e conciso, é um trabalho perfeito, digno de louvor! Uma ação abençoada, meus caros.

Tudo e todos neste mundo vasto, vasto mundo, têm seu devido tempo,  início, meio e fim. (Verdade, começo de tempo inesperado, pois ninguém sabe ao certo o que aconteceu antes do início do tempo, não é, amigo leitor?) Eis aí um mistério! No meio do tempo, mais dúvidas surgem: será que temos liberdade para fazer o que bem entendermos? Será que temos todo tempo do mundo?… E no fim do tempo, no ápice da morte, chega o maior dos mistérios do tempo: Oque é que acontecerá depois?

Todavia, o presente momento é o mais importante ao indivíduo, pois é só nele que temos todo o tempo para mudar nossas ações, até porque quem não ousar mudar o tempo, acabará, inevitavelmente, perdendo o tempo. Caso viermos a cometer erros durante o tempo, teremos um consolo bem formidável, que é o próprio tempo. Como já dizia Alexandre Dumas: “Para todos os males, há dois remédios: o tempo e o silêncio”.

O silêncio durante o passar do tempo não só é um antídoto contra os males que rondam o pobre indivíduo, mas é também uma mordida para despertá-lo em sua consciência. É como a sensação de estar caindo da cama, aí você desperta soado e assustado, mas ao fim fica apaziguado. O tempo é o senhor do mundo e do universo, é o braço direito de Deus Pai todo poderoso, criador do céu, da terra e do tempo.

Nada nem ninguém nesse mundo ficam livre do juiz do mundo terreno, que é o Senhor Tempo. Aquele que observa serenamente cada movimento, atitude e pensamento do ser. E assim, fica calmamente esperando o Day of judgment, no qual não haverá mentiras nem meios de se fugir do seu julgamento. Sua vida, seus pensamentos e suas atitudes ao longo do tempo, serão postos na balança. Se for mais pesado que uma pena, será sentenciado ao inferno, ao qual Dante lhe conduzirá com serenidade.

Assim, depois dessa longa leitura, o tempo já passou e você ficou. O tempo não possui sentimentos, mas os conhece melhor do que ninguém, e apenas tem medo de enfrentar os grandes escritores que pregaram seus nomes no tempo, pois eles são pequenas luzes no breu do tempo.

Em suma, o tempo não para nunca para ninguém. Correr contra o tempo também é perder o tempo. A única forma de sobreviver e coexistir com o tempo é não pensar nele, é viver sua vida bem e saber agir diante das adversidades da vida.

Por – Salomão Campina

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