Seu médico revirou os olhos após ouvir a verdade. Mas um raio-X o deixou sem palavras.

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    Uma mulher entrou no hospital alegando que ela tinha um GPS embutido em suas costas. O médico apenas revirou os olhos. O doutor era um residente cirúrgico que trabalhava em uma área hospitalar perto da enfermaria psiquiátrica. Ele costumava conhecer pessoas que vinham até ele dizendo coisas estranhas.

    Mas, desta vez, ele percebeu que ela era ‘madura’ e estava estava ‘lúcida’, contou ele mais tarde ao Marketplace em uma entrevista anônima. Então, ele realizou um exame de raio-X e a equipe se amontoou ao redor do computador para, silenciosamente e horrorizadas, observar as imagens.

    “Implantado no lado direito de suas costas estava um pequeno objeto metálico um pouco maior que um grão de arroz”, disse ele. “Mas está lá. Estava inequivocamente lá. Tinha um rastreador dentro. E ninguém disse nada por cinco segundos, [o que] em uma sala de Emergência lotada significa muito.”

    Um funcionário da Kaspersky Lab mostra uma seringa munida de um microchip durante uma conferência de imprensa da Kaspersky Lab, em setembro de 2015, sobre as implicações biológicas, psicológicas e tecnológicas dos implantes de microchip (Jonhn MacDougall/AFP/Getty Images)

    Um funcionário da Kaspersky Lab mostra uma seringa munida de um microchip durante uma conferência de imprensa da Kaspersky Lab, em setembro de 2015, sobre as implicações biológicas, psicológicas e tecnológicas dos implantes de microchip (Jonhn MacDougall/AFP/Getty Images)

    Existem empresas de tecnologia que estão experimentando tecnologia implantada no corpo humano, mas esse caso era diferente.

    A mulher, de vinte e poucos anos, era vítima de tráfico sexual e tinha sido marcada com um chip RFID, uma pequena cápsula de vidro com uma placa de circuito interno, usado muitas vezes para microprocessamento e rastreamento de animais de estimação.

    “É usado para marcar gatos e cachorros. E alguém a havia etiquetado como um animal, como se fosse um animal de estimação de alguém”, disse ele.

    Os funcionários e a equipe de médicos acreditam que este incidente, de 2016, estava longe de ser a primeira ou única ocorrência. Cada vez mais, os profissionais da indústria médica estão percebendo que podem desempenhar um papel único na luta contra o tráfico humano.

    Wendy Macias, médica da Emergência do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, diz que, ao contrário dos agentes da lei, médicos e enfermeiras têm esses momentos privilegiados com seus pacientes ─ confidenciais e fechados.

    “Eu posso garantir que coloquei minhas mãos, examinei e conversei com mais vítimas de tráfico de pessoas do que eu sei”, afirmou a drª. Macias ao Marketplace.

    (Samuel Zeller/Unsplash)

    (Samuel Zeller/Unsplash)

    Um estudo realizado em 2014 revelou que 88% das pessoas que são vítimas de tráfico sexual acabam em algum momento passando por um posto de emergência ou clínica, mas os traficantes são inteligentes e com frequência transportam suas vítimas para outro local, o que significa que os médicos que as examinam têm somente uma pequena janela de tempo.

    “Eu quero que nós as socorramos quando as tivermos entre nós porque pode ser a última vez que elas estarão ali”, explicou a drª. Macias, que defende a conscientização dentro da indústria.

    O dr. Dale Carrison, do University Medical Center em Las Vegas, é outro defensor da conscientização. “Existem tantos filmes de ficção científica em que colocam um dispositivo em alguém. Bem, adivinhe! É real. Acontece”, disse ele.

    “Foi um grande alerta para mim, que me disse: ‘Ah, agora vamos para outro nível’. E de que eu preciso alertar todos os meus colegas, não deixem isso acontecer.”

    Mas também é difícil para as próprias vítimas do tráfico acreditar ou entender que seu médico pode ser uma fonte de socorro. Jolene Capone conhece em primeira mão esta dúvida e este medo.

    (Andrew Neel/Unsplash)

    (Andrew Neel/Unsplash)

    Jolene cresceu fugindo de orfanatos, onde teve parceiros abusivos, mas, fora de um abrigo, acabou sendo enganada. Um homem chamado ‘Darrell’ a levou para beber e depois disto ela acordou com todos os seus pertences desaparecidos ─ ele havia subtraído toda sua identificação, seu telefone, seu dinheiro ─ e insistiu em que ela trabalhasse como uma “companheira”.

    E dessa forma, ela não tinha mais controle sobre sua vida. Alguns traficantes atraem as vítimas isolando-as, alimentando pensamentos de baixa autoestima e explorando suas vulnerabilidades. Darrell detinha sua certidão de nascimento e seu cartão de seguridade social, roubando seus meios de identificação. Ele também ameaçou machucá-la e as pessoas próximas a ela.

    “Acho que muitas pessoas que não estão familiarizadas com isso diriam: ‘Mas por que você não fugiu?’ Você ficaria surpreso com o quão apavorada alguém pode ficar nessas situações”, disse ela.

    Ele era violento, e ele não tolerava que ela “agisse mal”, mesmo que fosse um ato pequeno como ficar com US$ 5. “Eles me batiam ou me estupravam, me faziam ‘morrer’ de fome ou gritavam comigo na frente das pessoas”, disse Jolene.

    Mas de todos acontecimentos, acabou sendo uma perfuração na orelha que levou Jolene a um posto de emergência. Lá, uma enfermeira fez perguntas de rotina como se ela se sentia segura em casa e perguntas sobre sua situação.

    Mas o questionário não inspirou segurança em Jolene nem fez com que ela sentisse que erafosse sua chance de escapar; apenas a irritava, porque parecia-lhe ser apenas mais uma papelada que as ocupadas enfermeiras preenchiam apressadamente.

    (Nevin Ruttanaboonta/Unsplash)

    (Nevin Ruttanaboonta/Unsplash)

    Então ela mentiu; e então ela voltou para Darrell. Mas em 2012, ele foi acusado de tráfico de seres humanos e foi a uma prisão federal. A partir daí, Jolene passou a se perguntar o que teria acontecido se naquela noite na Emergência ela tivesse falado.

    “Você vai me manter segura sem importar o quanto as coisas piorem? Essa pessoa pode ser violenta e ter uma arma. É como se você estivesse preparada para tudo”, explicou ela. “Mesmo que eu fugisse, para aonde eu iria? Para aonde eles me levariam? Eles chamariam minha mãe? Não havia muitas opções para mim, sendo alguém que realmente não tinha ninguém.”

    Sua sofrida história a levou a aceitar fazer parte do conselho consultivo da Clínica da Liberdade do Hospital Geral de Massachusetts, que presta atendimento médico aos sobreviventes do tráfico humano.

    “Agora eles são como minha família”, disse Jolane. Desde então, ela mudou seu nome e começou a estudar direito com a esperança de se tornar procuradora federal para prender traficantes como o homem que a sequestrou.

    “Eu sou uma lutadora”, afirmou. “Isso é o que eu sou.”

    Fonte – Epoch Times

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