Governo de Trump adverte sobre “ameaças à liberdade de expressão” em universidades dos EUA

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Presença mais organizada atualmente contra a liberdade de expressão nas universidades é o movimento Antifa.

liberdade de expressão está cada vez mais ameaçada em muitos campi universitários em todo o país, de acordo com a Secretária de Educação dos Estados Unidos, Betsy DeVos. A supressão da liberdade de expressão nas escolas é um “problema muito atual e sério” que deve ser abordado, insistiu.

Uma universidade “deveria ser um lugar onde exploramos outras opiniões e ideias”, mas hoje “essa possibilidade está cada vez mais controlada”, disse ela na Conferência de Ação Política Conservadora em Oxon Hill, Maryland, no dia 22 de fevereiro.

A crise da liberdade de expressão nas escolas norte-americanas não é um problema novo. No entanto, tem se intensificado nos últimos anos. Os oradores que são intimidados aos gritos, as invasões de salas de aula e os membros da faculdade e estudantes agressores, ficaram fora de controle, de acordo com especialistas.

A liberdade de expressão tornou-se um grande problema nos últimos anos, especialmente para estudantes conservadores. Eles afirmam que enfrentam intolerância e até violência por parte de estudantes e professores.

“Eu acho que há mais silêncio entre os estudantes conservadores”, disse Ryan Christens, que estuda Ciências Políticas na Universidade de Wisconsin-Madison.

“Eles têm medo de expor seus pontos de vista porque temem as reações negativas de seus amigos”, e eu sei como é, eu definitivamente já passei por isso “.

Cerca de 20 alunos da Universidade de Wisconsin-Madison, em 2016, gritaram com o conferencista conservador Ben Shapiro, que havia sido convidado a ir ao campus como palestrante. O incidente chamou a atenção da mídia nacional.

Os manifestantes alegaram que a presença de Shapiro no campus era uma ameaça aos estudantes pertencentes a minorias. Embora a universidade tenha orientações para este tipo de protestos, a polícia não os cumpriu.

Para evitar tais incidentes, o Conselho de Regentes da universidade aprovou uma política no ano passado que permite que a escola suspenda e expulse os alunos que interromperem oradores no campus.

“Todos os falantes devem ser ouvidos”, disse Christens.

“Estou muito feliz que o nosso campus tenha aprovado esse estatuto”, disse ele. “Mas acho que em outras escolas o problema ainda continua”.

“Uma nova era de pensamento grupal”

No ano passado, houve uma série de interrupções e protestos contra palestrantes em diferentes universidades que atraíram a atenção nacional, incluindo os tumultos de Milo Yiannopoulos em Berkeley, o chamado de Charles Murray em Middlebury, os gritos de Heather Mac Donald na Ucla e Claremont, e o cancelamento do discurso de Ann Coulter em Berkeley devido a problemas de segurança.

Os norte-americanos estão em uma “nova era de pensamento grupal”, de acordo com Morton Keller, professor emérito de História na Universidade Brandeis, em Massachusetts.

“Seus principais defensores fazem parte de uma tradição da esquerda anti-americana que há muito tempo está na cena intelectual nos Estados Unidos”, disse ele ao jornal Atlantic.

O movimento ganhou força nos últimos anos a partir de elementos extremistas de velhas e novas correntes do pensamento político, como o anarquismo, o socialismo, o feminismo e o nacionalismo negro.

“A presença mais organizada atualmente contra a liberdade de expressão nas universidades é o movimento Antifa, cuja ampla definição do que é, ou quem são — Nazis — “engloba quase todos os que estão à direita de Bernie Sanders”, disse ele.

Emily Kaib é um dos muitos estudantes conservadores que enfrentam a supressão da liberdade de expressão todos os dias. Ela é caloura da Universidade de Pittsburgh e estuda Ciências Econômicas e Políticas.

Kaib disse que todos os professores, e até mesmo os assistentes de ensino em sua escola, são liberais.

“Não sei se conheci um único professor conservador”, disse ela.

Ela acha que os estudantes se sentem intimidados para levantar a mão e expressar diferentes opiniões sobre questões como a imigração ou o controle de armas.

“Eles estão avaliando você no final do dia, e você paga muito dinheiro para ir à escola e obter uma nota alta”, disse ela.

“Então os alunos dizem o que seus professores querem ouvir, e é realmente difícil escapar disso”.

Intolerância crescente

Tais ameaças à liberdade de expressão nos campi universitários estão crescendo, de acordo com a secretária DeVos.

“Temos visto cada vez mais exemplos nos últimos anos nos campi universitários de supressão da liberdade de expressão e debate de ideias”, afirmou.

Os estudantes universitários deveriam poder compartilhar suas opiniões sem censura e medo, disse ela.

“A administração Trump está empenhada em manter essas liberdades de expressão e troca de ideias”.

Até mesmo os estudantes do ensino médio enfrentam perseguição por parte de colegas de classe e professores ao expressarem suas opiniões políticas. Laura Rose Cardona é um desses estudantes.

“Eu cresci em Williamsburg, Nova York, cidade repleta de jovens com diplomas universitários e empregos de alto nível, completamente liberal”, disse ela.

Ela era a única aluna conservadora em sua escola.

“Assim que eu me defini como conservadora e expressei minhas opiniões políticas, perdi todos os meus amigos em um piscar de olhos”, explicou.

“As pessoas ameaçavam passar por cima de mim basicamente todas as semanas. Felizmente, isso não aconteceu.”

Ela disse que inclusive alguns dos professores a chamavam de “estúpida [palavrão] republicana”.

Cardona agora estuda no King’s College, uma faculdade cristã de artes na cidade de Nova York. Ela é membro de uma organização juvenil que defende a liberdade de expressão nos campi.

Julian Zelizer, professor de História e Assuntos Públicos na Universidade de Princeton, ignora os comentários sobre a extinção da liberdade de expressão em universidades e colégios.

Segundo ele, o estado dos campi universitários é bastante bom.

“Minha intuição diz que esses que reclaman estão tomando alguns exemplos de protesto extravagantes e comportamentos grosseiros para pintar uma imagem imprecisa da maioria dos estudantes”, disse ele ao Atlantic.

No entanto, Stanley Kurtz, membro do Centro de Ética e Políticas Públicas, considera um erro considerar aqueles que gritam contra oradores como incidentes isolados.

O fracasso das escolas em disciplinar os disruptivos agrava a crise nos campi, escreveu ele em um artigo na National Review.

“A menos que educadores e legisladores abordem a necessidade de disciplinar aqueles que gritam com palestrantes, as invasões na sala de aula e coisas do gênero, os campi permanecerão fora de controle”, advertiu.

Fonte – Epoch Times

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