Glenn Greenwald confessa que Intercept edita as supostas mensagens

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Glenn Greenwald, American journalist who first published the documents leaked by former NSA contractor Edward Snowden, testifies in front of the Brazilian Federal Senate's Parliamentary Inquiry Committee, established to investigate allegations of spying by United States on Brazil, in Brasilia October 9, 2013. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS MEDIA) - GM1E9AA07TZ01

Glenn Greenwald confessou que as supostas mensagens vazadas envolvendo integrantes da Lava Jato são editadas pela equipe do Intercept.

O ativista norte-americano Glenn Greenwald utilizou a rede social Twitter para tentar justificar a troca do nome do procurador Ângelo Goulart Villela numa das mensagens publicadas pelo site Intercept, neste sábado (29).

“Foi um erro de edição apanhado pela checagem de fatos antes da publicação”, disse Greenwald após um internauta apontar que o nome do procurador havia sido alterado.

Segundo informações do site Conjur, o procurador Villela foi preso em 2017 sob acusação de receber dinheiro para repassar informações sigilosas a Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.

Em delação premiada, o empresário afirmou que Villela recebeu propina para contar detalhes internos da chamada Operação Greenfield, que investiga a existência de esquema de fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais.

Ao contrário do que Greenwald tentou justificar, jornalistas honestos não “editam” reproduções de provas. A checagem de fatos existe apenas para evitar inconsistências em textos de reportagens, não para alterar informações de um suposto acervo vazado por “fonte anônima”, como alega o Intercept.

“A justificativa de Greenwald é, na verdade, uma confissão de que o Intercept pode adulterar o conteúdo do que exibe como documentos”, frisa O Antagonista.

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