Dallagnol rebate matéria da Folha de São Paulo com mensagens roubadas

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Uma vez identificado o conflito de interesses, “o procurador [Dallagnol] agiu corretamente, declarando-se suspeito e comunicando a corregedoria de modo espontâneo”.

O procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, respondeu à reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (26), com uma nova leva de mensagens hackeadas de celulares de autoridades brasileiras.

No texto, como frisou O Antagonista, as mensagens roubadas por estelionatários ridicularizam a própria reportagem.

Confira a íntegra do comunicado publicado por Dallagnol:

“A respeito da matéria que a Folha publicou hoje, o procurador Deltan Dallagnol afirma ter atuado com absoluta correção. Ele não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas aos integrantes da força-tarefa, que são fruto de crime e não tiveram contexto e veracidade confirmados. Sem entrar no conteúdo das mensagens, é importante esclarecer o que ocorreu. Seguem documentos que explicam o ocorrido. É importante agregar informação sobre a linha do tempo: o procurador Deltan Dallagnol jamais participou de negociação ou ato de negociação do acordo de colaboração mencionado na reportagem, que era de responsabilidade da procuradoria-geral da República. Ele não esteve entre os procuradores da força-tarefa designados para atuar no acordo. Assim que tomou conhecimento da menção da empresa Neoway no acordo, o procurador informou os colegas, em meados de 2018. Após o acordo ser homologado pelo Supremo, o termo de depoimento do colaborador sobre a empresa foi enviado para a força-tarefa em Curitiba. Assim que recebido, o procurador, no início de junho deste ano, declarou-se suspeito e o caso foi redistribuído para procurador de fora da força-tarefa. Além disso, por questão de transparência e prestação de contas, o procurador encaminhou ofício ao corregedor do Ministério Público Federal explicando toda a situação. Isso ocorreu logo após o caso descer para Curitiba e antes da divulgação das supostas mensagens. O corregedor, entendendo não haver nada de errado, arquivou o ofício.

Seguem abaixo:

1) o ofício para o corregedor relatando toda a situação.

2) decisão da juíza que autoriza o fornecimento do ofício e lamenta a divulgação de fatos sob investigação.

3) e-mails que comprovam que o procurador adota cautelas para evitar conflito de interesses, recusando palestras quando se relacionam com empresas investigadas na Lava Jato.

É importante esclarecer que essa foi a única situação em que ocorreu conflito e, uma vez identificada, o procurador agiu corretamente, declarando-se suspeito e comunicando a corregedoria de modo espontâneo. E, novamente, a corregedoria arquivou a comunicação por entender adequado o procedimento.”

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