Glenn Greenwald volta atrás após admitir que hacker ‘Vermelho’ era sua fonte

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Hacker afirmou ter repassado as mensagens a Glenn Greenwald de “forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira”.

O militante norte-americano, Glenn Greenwald, editor e cofundador do Intercept, admitiu que as mensagens publicadas pelo site foram obtidas através do hacker Walter Delgatti Neto, de Araraquara (SP), um dos quatro presos pela Polícia Federa (PF) na Operação Spoofing, nesta terça-feira (23).

Greenwald escreveu ser “nova e verdadeira” informação publicada no jornal Folha de S. Paulo segundo a qual Delgatti, conhecido como “Vermelho”, que confessou ter invadido o celular do ministro de Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras centenas de autoridades brasileiras, lhe encaminhou as mensagens.

Em uma série de mensagens na rede social Twitter, na tarde desta quinta-feira (25), Greenwald compartilhou a matéria da Folha com o título “Preso diz à PF que hackeou mensagens da Lava Jato e as entregou de forma anônima ao Intercept”, destacando o trecho com a versão dos fatos dada pelo hacker Delgatti.

Durante o depoimento à PF, nesta quinta-feira (24), Delgatti teria alegado que o material foi repassado a Greenwald de “forma anônima, voluntária e sem cobrança” e que os contatos com o americano “foram virtuais, somente pelo aplicativo de conversas Telegram, e ocorreram depois que os ataques aos celulares das autoridades já tinham sido efetuados”.

Alguns minutos após admitir ter mantido contato com pelo menos uma das pessoas detidas na operação da PF, o editor do Intercept voltou atrás e, em uma nova mensagem no Twitter, garantiu que o hacker Delgatti não é a fonte do site. A explicação de Greenwald foi a seguinte:

“Para ser claro, não estou afirmando que a pessoa acusada pela PF é de fato nossa fonte. Nós não comentamos sobre nossas fontes. Eu estou apenas destacando o que a pessoa que PF e Folha disseram ser a nossa suposta fonte.”

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