Igreja Católica na mira do regime da Nicarágua

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Ameaças contra os líderes da Igreja Católica se tornaram rotina na Nicarágua do sandinista Daniel Ortega.

O líder do regime sandinista, Daniel Ortega, respondeu à pior agitação política da Nicarágua desde os anos 1980, reprimindo protestos e sufocando dissidentes.

Como o conflito ainda está em ebulição, apesar da tímida cobertura dos veículos de imprensa internacionais, a Igreja Católica, um dos últimos locais de protesto do país, encontra-se sitiada.

Os partidários de Ortega tentam se infiltrar nas paróquias. Forças de segurança cercam igrejas durante a missa. Sacerdotes sofrem assédio e ameaças de morte. A polícia cerca a universidade jesuíta quando os estudantes ousam acenar bandeiras da Nicarágua e gritar palavras de ordem contra o regime, informa o jornal Gazeta do Povo.

Há ecos da década de 1980, quando o governo pró-marxista da Nicarágua colidiu com bispos conservadores em um impasse na Guerra Fria.

Como naquela época, o partido sandinista de Ortega está no poder. Agora, porém, a disputa é sobre a democracia, em um momento de crescente populismo e autoritarismo.

Ortega, de 73 anos, acusou os líderes da Igreja de estarem “comprometidos com os golpistas”, como ele chama os jovens ativistas que organizaram manifestações em massa no ano passado.

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