‘Por que não um ministro evangélico?’, indaga Damares Alves sobre STF

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Ministra Damares Alves avalia como “natural” que próxima vaga na Corte tenha a religião como um dos critérios.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, entende como natural a indicação de um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Segundo Damares, esta indicação não se daria pelo aspecto religioso, e sim pela capacidade:

“Se a Suprema Corte é igualitária, representa todos os interesses, e nós nunca tivemos um ministro evangélico, por que não ter um ministro evangélico na Suprema Corte? E eu vou dizer uma coisa. É tão natural isso, tão óbvio. Os candidatos que estou vendo aí, alguns são cristãos, são evangélicos. Então vejo isso com muita naturalidade.”

Durante um evento nos Estados Unidos com a comunidade evangélica, nesta segunda-feira (15), a ministra acrescentou:

“Ele [Bolsonaro] não vai escolher ninguém que seja evangélico, ele vai escolher por capacidade. Mas se tiver três evangélicos ele vai nomear um dos três, como no passado tiveram candidatos evangélicos que não foram nomeados.”

O comentário de Damares foi proferido horas depois de o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmar que o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz Mendonça, é “terrivelmente evangélico”.

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