‘Qualquer detalhe editado muda tudo’, diz Deltan Dallagnol sobre mensagens

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“Não podemos reconhecer autenticidade de um material quando ele não bate com a realidade”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol.

Em entrevista à rádio CBN Brasil, nesta sexta-feira (26), o procurador da República, Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, disse que sempre reconheceu que sua conta no Telegram foi atacada e que o hacker obteve informações verdadeiras, mas voltou a dizer que não reconhece a autenticidade dos diálogos publicados pelo site panfletário Intercept e outros veículos de imprensa.

Durante a conversa, Dallagnol declarou:

“Várias análises mostraram que os diálogos são falseáveis. A origem são pessoas acusadas de crimes, inclusive de falsificação, e quem tem o documento com os diálogos não o apresentou para verificação.”

O procurador disse ainda que não se lembra da íntegra das mensagens publicadas:

“São cinco anos intensos de Lava Jato, trocamos centenas de milhares de mensagens, é impossível lembrar dos detalhes. A inserção ou troca de uma palavra muda totalmente o contexto.”

Ao ser questionado se algum descuido facilitou o ataque à sua conta no aplicativo de mensagens, o procurador afirmou que não, comparando sua situação à de uma vítima de estupro:

“Nunca se coloca a culpa do estupro na pessoa que foi estuprada ou na roupa que ela estava usando. Se a pessoa age de forma legal, correta, não é culpada se alguém comete um crime contra ela.”

Ele ainda disse que considera que a ação dos hackers foi elaborada:

“Embora peritos digam que a ação não foi sofisticada, para mim, foi extremamente sofisticada, eles exploraram uma falha que eu ainda não entendi 100%.”

Já sobre a atuação da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Dallagnol lembrou que a validade das atividades vai até setembro, e que a renovação tem sido feita anualmente pela Procuradoria Geral da República:

“É um trabalho em pleno vigor de uma equipe de mais de 60 pessoas. Só nos mantivemos unidos todos esses anos porque concordamos que a atuação da força-tarefa é ética.”

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