Relatores da ONU saem em defesa do Intercept e de Glenn Greenwald

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Relatores afirmam que Glenn Greenwald é “alvo de campanha coordenada de assédio” por autoridades brasileiras.

Relatores da ONU e da OEA criticam autoridades brasileiras pela tentativa de desqualificar o ativista norte-americano Glenn Greenwald, responsável pela divulgação de supostas mensagens envolvendo integrantes da Operação Lava Jato.

Em um comunicado, os relatores Edison Lanza David Kaye “manifestam sua preocupação com as ameaças, desqualificações pelas autoridades e intimidações recebidas pelo jornalista Glenn Greenwald da agência de notícias The Intercept Brasil, bem como com relação a seus familiares, após a divulgação de informações e relatos de interesse público”.

Segundo o site UOL, eles apelaram ao estado brasileiro a “realizar uma investigação completa, eficaz e imparcial sobre as ameaças recebidas pelo jornalista e sua família”.

O comunicado afirma que, assim que começou a publicar trechos das supostas conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da República, “Glenn Greenwald começou a receber insultos, difamações e ameaças de morte”.

“Além disso, sob o rótulo #DeportaGreenwald, uma campanha coordenada de assédio contra o jornalista foi viralizada, bem como contra a mídia da qual ele é fundador e editor, contra seu marido – o deputado federal David Miranda – e os filhos do casal”, ressalta o comunicado.

Com o apoio de jornalistas parceiros e ONGs, o fundador e editor do site Intercept segue tentando construir uma narrativa de perseguição após a divulgação de material obtido através da ação de criminosos cibernéticos.

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