Véu islâmico é proibido em instituições públicas na Tunísia

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A decisão acontece depois de três ataques suicidas em uma semana, todos reivindicados pelo Estado Islâmico.

O governo da Tunísia proibiu o uso do niqab — véu islâmico que cobre o rosto, com exceção dos olhos, e o cabelo — em instituições públicas por questões de segurança.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (5) pelo primeiro-ministro Youssef Chahed.

Testemunhas afirmam que, no ataque terrorista ocorrido na capital, Túnis, na última terça-feira, o extremista estava disfarçado sob um niqab. O ministério do Interior nega.

O país se prepara para eleições ainda neste ano e vive o auge da temporada turística, em que espera atrair um número recorde de visitantes.

Em fevereiro de 2014, o Ministério do Interior autorizou a polícia a realizar um “maior controle” de pessoas que usavam o niqab , justificando essa medida pela luta contra “o terrorismo”, em particular “devido ao uso do niqab por suspeitos (…) para se disfarçar e fugir à justiça”.

Vários países europeus, africanos e asiáticos emitiram proibições totais ou parciais ao uso de véus, por preocupações com a segurança, informa O Globo.

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