Queimadas na Amazônia estão abaixo da média, diz NASA

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Brasil está sendo alvo de uma grande ofensiva midiática com base nas tradicionais queimadas que assolam a região amazônica todos os anos.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 72.843 incêndios este ano no Brasil.

“Um aumento de 80% em relação ao ano passado”, grita a velha imprensa ao se deparar com as informações do Inpe.

Mas este número é realmente alarmante?

Em texto publicado dias atrás no site “Earth Observatory“, a NASA, agência espacial dos Estados Unidos, fala sobre o início da temporada das queimadas na Amazônia.

Após uma breve explicação sobre os motivos envolvidos na proliferação de incêndios nesta época do ano na região amazônica, a NASA afirma:

“A partir de 16 de agosto de 2019, observações por satélite indicaram que a atividade total de incêndio na bacia amazônica estava ligeiramente abaixo da média em comparação com os últimos 15 anos.”

E acrescenta:

“Embora a atividade tenha sido acima da média no Amazonas e, em menor escala, em Rondônia, ela tem sido abaixo da média em Mato Grosso e Pará, de acordo com o Banco Mundial de Emissões de Incêndio.”

Já nesta quarta-feira (21), em mensagem no perfil oficial da NASA no Twitter, a agência afirmou que “embora seja estação de fogo no Brasil, o número de incêndios pode ser recorde”. Nenhuma estatística foi apresentada para embasar a suposição.

Enquanto isso, nas redações dos grandes jornais internacionais e nacionais, a narrativa sendo desenvolvida é que o Brasil está em chamas e que o grande culpado é o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Amazônia está pegando fogo em taxas recordes. As chamas são tão grandes que a fumaça pode ser vista do espaço. Especialistas afirmam que os incêndios podem ter grandes impactos climáticos”, diz o site National Geographic em matéria publicada nesta quarta-feira (21).

Nas redes sociais, um alto número de informações falsas segue sendo compartilhado com o objetivo de danificar a imagem do Brasil no que diz respeito ao trabalho de conversação da maior floresta tropical do planeta.

Não resta dúvidas de que a Amazônia brasileira está sendo alvo de uma campanha de desinformação promovida por ativistas ambientais e veículos de imprensa.

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