Diretor de filme sobre sequestro da filha de Sérgio Moro diz que está apavorado

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Autor afirmou que vai responder o que for solicitado no inquérito

O diretor e roteirista Alexandre Barata Lydia, que produziu o filme Operação Lula Livre, disse à revista Veja que está apavorado e com medo de ser preso, após a divulgação da obra que encena um sequestro em que a vítima é a filha do ministro Sergio Moro. Um inquérito foi aberto na Polícia Federal, a pedido do ministro, para investigar os responsáveis pelo conteúdo.

– Estou alarmado, estupefato e estarrecido. Não sou do PT, nunca fui filiado a partidos políticos e nem quero ser. Estou aguardando chegar alguma coisa até mim. O filme é uma comédia, mas vou responder ao inquérito. Não tenho outra opção – disse o diretor.

No filme, que o diretor ressalta ser uma peça de ficção, sequestradores capturam a filha do ministro “Sergio Mauro”, para exigir a liberdade do ex-presidente “Luiz Jararaca da Silva”. No cativeiro, tatuam a expressão “Lula Livre” na testa da garota antes de libertá-la, a pedido do próprio ex-presidente fictício.

– Não esperava essa reação. Achei melhor tirar o filme já que ele criou tantos celeumas e aborrecimentos. Pensei que seria algo localizado, mas até um jornalista da Noruega já me ligou – comentou Alexandre.

O Ministério da Justiça confirmou que o inquérito policial foi aberto conta os responsáveis pelo filme. A Polícia Federal não se pronunciou sobre o caso. Sergio Moro e sua esposa, Rosângela Moro, tem duas filhas.

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