Funcionário da Época feriu o Código de Ética dos Jornalistas

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Bolsonaro disse que o que deveria “ficar apenas entre os dois, por questão de ética, agora vem a público”.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou reportagem de jornalista da revista Época que fingiu ser um cliente da psicóloga Heloísa Bolsonaro, casada com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em matéria intitulada “O coaching on-line de Heloísa Bolsonaro“, o jornalista João Paulo Saconi divulga opiniões pessoais de Heloísa, que confirmou ter sido vítima de uma armadilha em desabafo na rede social Instagram.

Em nota emitida nesta sexta-feira (13), a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) disse que o repórter tentou “distorcer informações apuradas com o único objetivo de atacar a família Bolsonaro”.

De acordo com a versão do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros que consta no site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o funcionário da revista não agiu de acordo com a “responsabilidade profissional do jornalista”.

O inciso III do artigo 11 deste código diz que o jornalista não pode divulgar informações “obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração”.

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: Artigo 11, inciso III.

Por outro lado, a redação da revista Época, que faz parte do Grupo Globodisse que a “reportagem em questão não recorreu a subterfúgios ou mentiras”:

“ÉPOCA reafirma o respeito à ética e a retidão dos procedimentos jornalísticos que sempre pautaram as publicações da revista. A reportagem em questão não recorreu a subterfúgios ou mentiras para relatar de maneira objetiva — a bem do interesse do leitor — um serviço oferecido publicamente, com cobrança de taxas divulgadas nas redes sociais.”

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