MPF diz que Glenn Greenwald não entende o sistema judicial do Brasil

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MPF disse que Glenn Greenwald apresenta uma clara “incompreensão de nosso sistema” judicial.

O Ministério Público Federal (MPF) rebateu pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula da Silva (PT) para que diálogos revelados por hackers sejam incluídos na ação do sítio de Atibaia.

Em documento enviado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nesta segunda-feira (2), o procurador regional, Mauricio Gotardo Gerum, afirma que o militante norte-americano Glenn Greenwald, editor e cofundador do site Intercept, não entende o sistema judicial do Brasil.

De acordo com Gerum, Greenwald utiliza como base as regras do direito americano para suas matérias:

“Essa mesma incompreensão de nosso sistema é que possivelmente levou o jornalista Glenn Greenwald, editor do site theintercept.com, que, por seu currículo na Wikipedia, verifica-se também ser advogado especialista em direito constitucional dos Estados Unidos, a dramatizar os contatos entre o ex-Juiz Federal Sergio Moro e integrantes da Força Tarefa Lava Jato.”

Segundo a revista Veja, Gerum também afirmou que as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol faz parte do sistema penal brasileiro:

“Nosso direito, contudo, tem raízes históricas e culturais muito diversas e os riscos que os países da common law veem nessa proximidade são afastados por outros mecanismos de controle. O julgamento justo, que lá se entende garantido pelo absoluto distanciamento do juiz das partes, aqui tem no registro de todos os atos processuais e na necessidade de ampla explicitação dos fundamentos das decisões judiciais o seu pilar fundamental.”

No mesmo texto, o procurador Gerum também afirmou que o site Intercept, apesar de se dizer imparcial, vem realizando uma “campanha panfletária de exposição da intimidade de diversos integrantes da Força Tarefa da Lava Jato”.

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