“Tenho nojo do Brasil”, diz comentarista da Globo que chamou poloneses de nazistas

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Ao longo do dia 7 de Setembro, enquanto milhares de brasileiros assistiam ao desfile da Independência em Brasília, a maioria dos meios de comunicação nacionais promoviam ataques às comemorações. O comentarista e correspondente internacional, Guga Chacra, da Globo News, chegou a dizer que tinha “nojo do Brasil”.

Morando em Nova York, Guga Chacra disse ter sentido vergonha do Brasil diante de seus amigos estrangeiros e que os brasileiros “perderam a noção”. Em outra ocasião, Guga chamou a comemoração de Independência da Polônia de “manifestação nazista” e foi repreendido pelo cônsul do país no Brasil.

Guga manifestou, neste sábado, a sua revolta contra a declaração do presidente Jair Bolsonaro a respeito da esposa do presidente da França, Emmanuel Macron, repercutida e compartilhada por um comentário do Ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas os ataques de Guga, que há anos vive nos EUA, ultrapassaram os governantes brasileiros atingindo todo o povo.

No Twitter, Guga compartilhou seu comentário no programa Em Pauta, da Globo News, com a seguinte chamada:

O Brasil passa por uma normalização do absurdo, da falta de educação, do extremismo, do atraso. Sei que serei atacado aqui por alguns, mas melhor do que se calar.

Guga não foi o único a atacar o povo brasileiro por meio de críticas ao governo ao longo das comemorações do último sábado. Outros jornais e canais de TV rejeitaram as comemorações e o “ufanismo” da data, associando o Dia da Independência com as propostas do atual governo com as quais discordam.

Conhecido por opiniões preconceituosas, Chacra chamou poloneses de nazistas

Em 2017, Guga foi duramente repreendido pelo Cônsul da Polônia, no Brasil, após atacar as comemorações da Independência que ocorriam no país. O correspondente da Globo News em Nova York, replicou em sua conta do Twitter, a informação do jornal inglês The Guardian sobre a marcha em comemoração do Dia da Independência da Polônia (11 de novembro):

“Cerca de 60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na Polônia defendendo uma Europa apenas para os brancos. Antecipo para os supremacistas do Brasil que brasileiros não são considerados brancos por estes nazistas”.

Na época, o cônsul da Polônia no Brasil, Katarzyna Braiter, contestou a afirmação do jornalista e passou a enviar diversas mensagens públicas ao correspondente da Globo News. Nelas, a cônsul afirma:

“Como o Senhor persiste nas suas informações falsas a carta do Embaixador da Polônia protestando contra suas acusações em que o Senhor culpa todos os participantes por excessos somente de alguns vai ser enviada a redação do Globo”.

Katarzyna também afirmou que a sua própria família “estava nesta passeata comemorativa e havia lá ex-combatentes da II Guerra Mundial que lutaram contra nazismo” e que os poloneses mostram “repúdio contra o nazismo e pessoas deste tipo que não tem tolerância para que isso nunca aconteça mais”.

Guga se limitou a bloquear a conta da cônsul, que também relatou o fato:

“Como o Senhor @gugachacra bloqueou acesso da nossa embaixada, o que e muito antidemocrático e contra o espirito da imprensa livre para observa-lo e adicionar os comentários no Twitter dele queria contar com a ajuda de todos que não aceitam as acusações falsas contra minha Polônia”.

O jornalista do Wal Street JournalDrew Hinshaw, tratou o assunto da mesma forma que Guga Chacra e se retratou:

“Estou excluindo esse tweet porque percebi que as frases dão a impressão de que as 60 mil pessoas que marchavam eram grupos etno-autoritários, quando a maioria marchava feliz, convivendo com a diferença”.

Após o ocorrido, Guga acusou alguém anônimo de distorcer a sua fala e promover uma “campanha de fake news” contra ele. Mas a postagem de Guga permanece lá e o comentarista não fez retratação.

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