Folha de São Paulo implica campanha de Bolsonaro em caso de caixa 2

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O novo capítulo da batalha entre Folha de São Paulo e Bolsonaro teve início neste domingo, 6 de setembro.

Publicada na capa da edição de domingo (6) da versão impressa do jornal Folha de S. Paulo, a denúncia de caixa 2 contra a campanha presidencial de Jair Bolsonaro é baseada em um depoimento à Polícia Federal (PF) e em uma planilha apreendida numa gráfica.

Haissander Souza de Paula atuou como assessor parlamentar do então deputado e atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, durante o último período eleitoral.

Segundo o jornal, em depoimento à PF, ele disse que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha” do presidente Bolsonaro e de Marcelo Álvaro.

Além disso, de acordo com a reportagem, em uma planilha, nomeada como “MarceloAlvaro.xlsx”, há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com a expressão “out”, o que significa, na compreensão de investigadores, pagamento “por fora”.

Alegando ter acesso à planilha que está nos arquivos da PF, a Folha afirma que “há referência ao fornecimento de 2.000 unidades de material eleitoral (laminado) para a campanha de Bolsonaro, sendo R$ 4.200 ‘out’ e R$ 1.550 com ‘NF’”.

O presidente Bolsonaro reagiu ao texto classificando a Folha como um “panfleto ordinário”.

“Arrecadei na internet R$ 4 milhões e usei apenas a metade. Tentei doar a sobra de R$ 2 milhões para a Santa Casa de Juiz de Fora, mas a legislação não permitiu”, acrescentou Bolsonaro.

Já o ministro Álvaro Antônio afirma que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido”

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