Polícia Federal aponta que hacker Vermelho confiava na impunidade

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“Hacker aqui não deixa rastros. Hacker de hacker”, afirmou Delgatti em uma das mensagens capturadas pela PF.

Os hackers presos pela Polícia Federal (PF) em duas fases da Operação Spoofing se tornaram alvo da mesma técnica que empregaram contra centenas de autoridades brasileiras: o vasculhamento de mensagens privadas.

Investigadores da PF coletaram um extenso acervo de textos trocados pelo grupo durante o período em que eles teriam cometido vários ilícitos, que vão de fraudes bancárias a crimes contra a segurança nacional.

Nos textos, segundo trechos divulgados pelo jornal Estadão, nesta segunda-feira (30), ironias sobre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, informações sobre transferências de valores e demonstração de autoconfiança sobre ficar à margem da lei.

De acordo com a PF, as mensagens, além de demonstrar que Walter Delgatti Neto, o hacker conhecido como Vermelho, não agia sozinho, ajudam a desvendar o modus operandi do grupo.

Na maior parte dos diálogos, Delgatti Neto aparece reclamando de dificuldade financeira. “Cadê o meu dinheiro?”, questiona ele ao também investigado Danilo Cristiano Marques. E aí mano? Tô pobre ‘f…..’”, diz em outra mensagem.

Em uma sequência de mensagens entre Delgatti Neto e outro membro do grupo, não identificado, em 22 de julho de 2019, o hacker se queixa de que Moro estava demorando para voltar das férias de cinco dias.

“Ele [Moro] tá com medo, isso sim. Hacker aqui não deixa rastros. Hacker de hacker. Você não entendeu ainda. Quem nasceu para ser crash-overlong nunca vai ser hacker aqui”, afirmou Delgatti em uma das conversas divulgadas.

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