Caso da família carbonizada: Vídeo mostra compra de combustível

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Polícia desconfia que é um homem de 23 anos quem compra a gasolina

Imagens feitas por uma câmera de segurança de um posto de combustíveis mostram o momento da compra da gasolina que seria usada para queimar o carro em que uma família foi encontrada carbonizada na madrugada do último dia 28, em São Bernardo do Campo.

A polícia desconfia que é um homem, de 23 anos, quem compra o combustível. Ele teve a prisão decretada, mas está foragido.

O vídeo mostra o frentista do posto, de Santo André, também no ABC, entregando um galão com gasolina para o motorista de um Fiat Palio escuro. Não é possível ver quem está no interior do veículo, que foi apreendido na quarta-feira passada (5), também em Santo André.

A reportagem apurou que a compra ocorreu por volta das 1h50 do dia 28. O carro com as vítimas carbonizadas foi encontrado 40 minutos depois na estrada do Montanhão, em São Bernardo.

O posto fica próximo à favela onde moravam Ana Flávia Menezes Gonçalves, 24, filha e irmã das vítimas, e sua namorada, Carina Ramos de Abreu, 31. As duas estão presas desde o dia 29 de janeiro, por suspeita de participação no crime.

Outros dois presos são Juliano Oliveira Ramos Júnior, 22, e Guilherme Ramos da Silva. Michael Robert dos Santos, 26, foi solto nesta sexta-feira por falta de provas.

A polícia investiga se o suspeito foragido ajudou o bando a fugir do local onde o carro foi queimado com a família dentro.

O caso No início da madrugada de 28 de janeiro, a Polícia Militar encontrou na estrada do Montanhão um Jeep Compass em chamas com os corpos de Romuyuki Gonçalves, 43, da mulher dele, Flaviana, 40, e do filho do casal, Juan, 15, no porta-malas.

A família foi rendida na noite do dia 27 na casa onde moravam, em um condomínio em Santo André.

No dia seguinte, a polícia prendeu Ana Flávia e Carina, por suspeita de envolvimento. A casa da família estava toda revirada e no local também foram encontradas marcas de sangue.

As duas deram três versões diferentes para o caso. Primeiro disseram que a família foi morta por causa de uma dívida de R$ 200 mil com um agiota. Depois alegaram um assalto e por fim admitiram participação no planejamento do roubo, mas não nas mortes, conforme disse o advogado de defesa da dupla, Lucas Domingos.

A última versão foi dada depois que Juliano Ramos Júnior, que é primo de Carina, foi preso e, em depoimento na segunda-feira (3), disse que as duas não só participaram do assalto como autorizaram o assassinato da família.

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