Ex-mestre-sala: ‘Mangueira foi punida por sua intransigência’

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Ex-mestre-sala e campeão da escola de samba se converteu e hoje avalia o desfile da Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira amargou a sexta colocação na apuração que aconteceu nesta Quarta-Feira de Cinzas (26), no Rio de Janeiro. Por pouco a escola, que foi a vitoriosa em 2019, não ficou de fora do desfile das campeãs.

O enredo “A Verdade Vos Fará Livre” abordou a vida e divindade de Jesus de forma controversa, com várias representações e aplicações contra preconceitos e crimes. Antes do desfile, o ex-mestre-sala da escola de samba, William Braga, conhecido como Lilico da Mangueira, deu uma entrevista ao Pleno.News, quando abordou a polêmica em torno do samba-enredo. Após o resultado das vencedoras do Carnaval 2020, William Braga voltou a falar sobre o assunto e afirmou que o resultado ruim, o pior desde 2015, foi uma consequência das escolhas da própria Mangueira.

William Braga, que hoje é pastor, deu sua opinião ao Pleno.News a respeito do enredo carnavalesco.

Depois de sua entrevista no Pleno.News sobre a polêmica no samba enredo da Mangueira, como vê agora o resultado de tudo isso?
Eu vejo que a Mangueira foi punida pela sua intransigência. Ela achou que estava mostrando algo que pudesse ser respaldado pela arte. Mas a crítica que ela recebeu foi muito volumosa, bem contrária ao que ela queria. Tanto foi que os jurados deram suas notas baseados, talvez, em seus conceitos em enxergar o que a Palavra de Deus fala. Eu sei que todos que convivem nesse mundo conhecem um pouco das coisas da Palavra de Deus. A Mangueira tentou mostrar algo que não é real, o irreal, como se fosse realidade. Jesus não é essa realidade. Jesus é totalmente diferente daquilo que a Mangueira tentou mostrar. Por isso que sofreu o dano de sua performance, que foi muito aquém do esperado.

O que deseja para a escola de samba que já foi sua?
Eu gostaria imensamente que essa escola se convertesse ao Evangelho. Que ela tomasse como exemplo o seu mestre-sala, que um dia foi adepto e influente nela e que aceitou Jesus como seu Salvador. Hoje vive uma vida totalmente diferente. Ou seja, não uma vida de sonhos, mas uma vida real que transmite o poder de Deus.

Lilico, ex-mestre-sala da Mangueira e hoje pastor Foto: Pleno.News

Como acha que a igreja deve agir nestes casos de confronto público em cima de Jesus?
A igreja deve se posicionar. Assim como outros segmentos religiosos se posicionam publicamente. E eles tomam partido, brigam e lutam. A igreja também tem que se posicionar, nunca achando que “isso aí já estava predito”. Nada disso. A gente tem que falar.

O que a sociedade não percebe nisso tudo?
Não percebe que está indo para um caminho de derrota. Não percebe porque a sociedade só quer festa. Ela deveria pensar em suas dificuldades. Ela se omite durante cinco dias para poder colocar para fora aquilo que pensa ser sua própria realidade, que, na verdade, é a mentira que ela vive. Então, a gente precisa mudar diante de tudo isso.

Além da Mangueira, outras escolas também abordaram a fé cristã de forma controversa, como a Grande Rio e a paulistana Mancha Verde, que também terminaram sem título.

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