Apesar da crise, parte do governo gastará com vinho, cerveja e buffet

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Gastos exorbitantes com coquetéis estão previstos para abril.

A grave crise econômica que se aproxima não foi o suficiente para que algumas partes do governo deixassem de gastar dinheiro público com luxos e itens supérfluos.

Alguns órgãos programam compras para abril as quais incluem cachaça, vinho e cerveja e até mesmo contratação de buffet – ainda que a ordem seja para isolamento.

A Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará – estado que virou epicentro do coronavírus no Nordeste -, por exemplo, anunciou nesta semana a compra de “gêneros alimentícios: uma lista que inclui gastos de 35.000 reais com 2.000 litros de cachaça. Serão compradas 19.800 garrafas de vinho, por 360.000 reais, e 5.500 latas de cerveja, por 19.000 reais.

Além disso, o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado, de Goiás, também publicou sua lista de compras de “gêneros de alimentação” e outros materiais. Na lista estão previstos gastos de 10.900 reais com 2.000 latas de cerveja. Ao anunciar a compra, no entanto, o Exército avisa que a cerveja tem de ser do tipo pilsen, “com trigo francês” e “levedura importada da Alemanha”.

Por fim, outro gasto foi anunciado pelo 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, unidade do Exército no Rio Grande do Sul. A unidade vai aplicar 267.000 reais em “buffet e decoração”.

A decoração será feita com buquês e corbélias de rosas e flores nobres, vermelhas e brancas. O valor inclui “coquetel volante” com garçons, “no mínimo de 400 mililítros de bebida” para cada convidado. O edital não especifica o tipo de bebida. Mas dois coquetéis previstos para 25 pessoas custarão 143.900 reais. Piada.

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