Globo é acusada de pagar propina por direitos da Copa do Mundo

Emissora teria feito pagamento milionário para transmitir competição futebolística em 2022

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Investigações da Justiça americana sobre um esquema de corrupção internacional envolvendo a Copa do Mundo de 2022, no Catar, apontaram que a TV Globo teria feito pagamento de propina pelos direitos de transmissão dos jogos da competição.

A emissora brasileira aparece ao lado da mexicana Televisa e da americana Fox Sports como integrante do grupo. Nas investigações, dois executivos da divisão da Fox para a América Latina foram acusados de montar um esquema que envolveria empresas fantasmas na Europa e no Caribe para esconder dinheiro de suborno.

Entre as transferências ilícitas, segundo promotores americanos, estaria uma de 2 milhões de dólares (R$ 10,34 milhões) feita pela Globo.

Em entrevista ao Jornal da Record, o jornalista americano Ken Bensinger, autor de um livro sobre esquemas de corrupção na Fifa, afirmou que outros pagamentos foram feitos pelos direitos de transmissão das copas de 2026 e 2030. Procuradas, as assessorias das emissoras Fox, Televisa e Globo não foram localizadas.

FAVORECIMENTO NA ESCOLHA DAS SEDES

O esquema de corrupção relacionado à Copa do Mundo, porém, não envolveu apenas os direitos de transmissão, mas também a escolha das sedes. Foi o que apontou um documento da justiça americana revelado na última segunda-feira (7).

Segundo as autoridades dos EUA, as investigações indicaram que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, teria recebido propina para votar a favor do Catar.

– Vários membros do comitê executivo receberam subornos em conexão com seus votos. Por exemplo, os réus Ricardo Teixeira, Nicolas Leoz [ex-presidente da Conmebol] receberam pagamentos de suborno em troca de seus votos a favor do Qatar para sediar a Copa do Mundo de 2022 – diz o documento.

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