‘Vamos passar uns dois anos fazendo esse controle, diz Witzel

Abre a torneira, fecha a torneira', afirmou o governador sobre o tempo que ele estima do controle de fluxo de pessoas.

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Em entrevista nesta  na manhã desta quinta-feira (9), o governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, cobrou mais ação dos prefeitos no controle urbano. O jornal exibiu uma feirinha que segue funcionando nos arredores da Central do Brasil, um dos pontos de maior movimento do Centro da capital fluminense.

“Os prefeitos têm que botar fita e barreira. O calçadão está movimentado? Vai lá e fecha. Tem camelô? Isola”, afirmou Witzel.

O governador estimou que o controle da infecção de coronavírus deve durar cerca de dois anos. Ele não descartou a possibilidade de voltar a restringir os controles nas 30 cidades do interior do estado.

“Vamos passar uns dois anos fazendo esse controle. Abre a torneira, fecha a torneira”, afirmou o governador.

Wilson Witzel defendeu que, caso seja necessário apertar as medidas de isolamento, as autoridades policiais possam atuar em caso de descumprimento.

“É preciso ter instrumentos para, se precisarmos, termos medidas mais duras”, destacou o governador.

Barracas de camelôs aglomeradas no Centro do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Barracas de camelôs aglomeradas no Centro do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Preocupação com as comunidades

O governador comentou a declaração do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de que haveria um plano de manejo que seria implantado em uma das comunidades do Rio.

“Hoje nós começamos a primeira, o plano de manejo, e eu não vou falar em qual comunidade será, mas começamos o primeiro, para fazer um teste, um teste piloto, porque ali você tem que entender cultura, dinâmica, ali a gente tem que entender que são áreas que muitas vezes o estado está ausente, que quem manda é o tráfico, quem manda é a milícia, como que a gente constrói essa ponte em nome da vida e a saúde dialoga sim com o tráfico, com a milícia, porque eles também são seres humanos e eles também precisam colaborar, ajudar, a participar”, afirmou na quarta (8) o ministro da Saúde.

O governador Wilson Witzel disse que não sabe sobre esse projeto que seria implementado em uma comunidade do estado. E que a principal medida para conter o avanço da Covid-19 nas áreas mais pobres é permanecer em casa.

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