Alexandre Garcia rebate críticas de jornalista da Globo

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“A gente está em tempo de usar máscaras, às vezes se usa máscara por muito tempo, que ela se esgarça e cai”, disse o jornalista.

O jornalista Alexandre Garcia classificou, nesta terça-feira (12), como um “fuxico” o áudio vazado de um diálogo de bastidores entre Giuliana Morrone Gerson Camarotti no estúdio do “Bom Dia Brasil”, da emissora Rede Globo.

No áudio, Morrone diz que Garcia deve estar “gagá”, pois teria apoiado a ameaça do presidente da República, Jair Bolsonaro, de cassar a concessão da Globo.

Garcia também foi criticado por ter se solidarizado com a secretária da Cultura, Regina Duarte, após a controversa entrevista concedida à emissora CNN Brasil.

O jornalista falou que ficou surpreso com o diálogo, mas que não o viu com más intenções de sua ex-colega, já que era uma conversa de bastidor.

Ao final do vídeo, Garcia disse que não julgaria ninguém falou que “em tempos de máscaras”, elas muitas vezes “se esgarçam e caem”.

O site Telepadi publicou a transcrição da fala de Garcia sobre o caso. Confira o vídeo logo abaixo.

“Achei que algum telefone havia sido grampeado, mas depois vi que era um microfone, durante o programa, os dois microfones ficaram ativos durante o intervalo e muita gente pode ter gravado, alguém deve ter visto, ouvido aquilo, partiu pra gravação, não creio que tivesse a intenção de prejudicá-la, achou pitoresco, achou que ia dar audiência, não era destinado a publicidade, tenho certeza, eu espero que não traga prejuízo a ela, porque eu sei que não houve essa a intenção de divulgar, era só um desabafo de uma colega para um colega.

Bom, mas agora, como se tornou público, eu preciso esclarecer uma coisa, principalmente por causa da primeira inverdade que ali está. Eu quero repetir as palavras dessa inverdade: ‘No dia em que o Bolsonaro falou em cassar a concessão, ameaçou, ele endossou, achou que era lindo, que tinha que cassar a concessão da Globo, tá? Botou no Twitter isso’. Isso é gravíssimo, porque eu jamais faria isso, pela minha índole, pela ética, pelo respeito a uma emissora que sempre me respeitou. Não faria isso

Outra questão é que ela afirma ‘foi diretor daqui toda vida’. Gente, eu estive lá 32 anos, nunca fui diretor, chamava-se editor regional quem comandava a redação, o jornalismo, foi durante cinco anos, de 1990 a 95: cinco anos em 32 anos.

Outra coisa é que quando eu botei a mensagem da Regina, a que ela se refere, eu botei a mensagem que eu pensava que a CNN seria uma alternativa, mas ficou igual, mas eu não citei nenhuma emissora.

Eu gostaria de esclarecer, sim, outro ponto, que está meio risível até, mas é bom esclarecer, que eu cobro pouco, sim, para empresas pequenas, da minha cidade, Brasília, que me chamam pra ser mestre de cerimônias de alguma inauguração, de um aniversário da empresa, inclusive a vidraçaria, eu não tenho nenhum preconceito contra vidraceiro, e aí eu acredito que é uma espécie de participação minha no estímulo a essas empresas, e aí eu cobro alguma coisa simbólica. E não cobro do serviço público, porque é dinheiro do público, é dinheiro seu, do contribuinte, como não cobrei agora, semana passada, uma palestra pra Escola de Comando do Estado Maior da Aeronáutica, como não outro dia, tempos atrás, fiz uma palestra para o Ministério Público Federal, como faria agora nessa quarentena, a quarentena impediu, para a Ouvidoria do Distrito Federal. Eu não cobraria do Senac ou do Senai porque é verba pública. E tem uma outra inverdadezinha menor, coisa pequena, mas enfim, que ela afirmou, lá pelas tantas: ‘a CNN não o chamou, não o chamou!’ Parece que estava uma torcida, mas enfim, mas o fato é que chamou, por meses, e chama até agora. Eu por exemplo, vou participar de um programa da CNN no fim de semana. Assim como vou participar, na sexta-feira, do Aqui na Band, como o meu querido Luís Ernesto Lacombe, eu tô com essa liberdade, tô lá no canal Rural, porque eu gosto muito do Agro. Estamos aqui juntos, com 1 milhão e 300 mil, por aí, ontem fez 4 mil de Twitter, somos quase 2,5 milhões no Twitter, mais de 1 milhão no Instagram, ou seja, eu estou em boa companhia, e eu tô homenageando a minha companhia, não estou me homenageando, não,. Mas aí eu percebi que meu querido amigo Camarotti estava lá constrangido. Só tem uma coisinha: ele chamou meus seguidores de radicais. Eu devo dizer que eu não faço filtragem de ideologia. Quanto mais diversidade de dideias é melhor para um canal, porque a gente recebe o retorno e avalia a opinião das pessoas e isso é muito saudável, e ele teria razão quando disse ‘ah, ele cuspiu no prato em que comeu’, se fosse verdade aquilo que a sua interlocutora falou, mas não é verdade, mas como eu expliquei pra vocês, não é da minha ética não respeitar quem sempre me respeitou.

São opiniões pessoais, não me meto em ideias, em opiniões pessoais, as pessoas se revelam por suas opiniões, e se você me perguntar como eu recebi tudo isso, eu digo que foi com um único sentimento: surpresa. Surpresa porque fomos colegas, fomos parceiros em programa e e até hoje nos encontramos na missa de domingo, inclusive na fila da comunhão, e quando eu vejo que eu sou classificado como ridículo, como gagá, que eu causo revolta a ela, eu vi que eu fui excomungado. Mas enfim, a gente está em tempo de usar máscaras, às vezes se usa máscara por muito tempo, que ela se esgarça e cai. Vou repetir que não foi feito pra ser publicado, então foi apenas um fuxico.”

Segue o vídeo publicado por Alexandre Garcia na plataforma YouTube:

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