Celso de Mello recua e diz que não mandou apreender celular de Bolsonaro

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Ministro do STF enviou para análise da Procuradoria Geral da República pedidos de partidos para apreender celular no inquérito que apura suposta interferência do presidente na Polícia Federal.

A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta sexta-feira (22) nota na qual o gabinete do ministro Celso de Mello esclarece que o decano (ministro mais antigo) não determinou a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro.

Nesta sexta, o ministro encaminhou para análise da Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crime apresentadas por partidos políticos e parlamentares à Corte. Nas notícias-crime os partidos pedem, entre outras providências, a apreensão do celular do presidente. Cabe à PGR decidir se pedirá a apreensão.

O pedido foi feito dentro do inquérito aberto por ordem de Celso de Mello para apurar se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal a fim de evitar a investigação de familiares.

Na noite desta sexta-feira, em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou “jamais entregaria o celular”. Segundo Bolsonaro, ele só entregaria o celular se fosse um “rato”. Mais tarde, em frente ao Palácio da Alvorada, reafirmou: “Me desculpe senhor ministro, Celso de Mello. Retira o seu pedido, que meu telefone não será entregue. O que parece que o senhor quer com isso? É que fique cozinhando agora lá a entrega do meu telefone. Ninguém vai pegar o meu telefone”.

“O relator do Inquérito 4.831/DF, ministro CELSO DE MELLO, não determinou referida medida cautelar, pois limitou-se a meramente encaminhar ao Senhor Procurador-Geral da República, que é o órgão da acusação, a “notitia criminis”, com esse pleito de apreensão”, diz a nota.

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