A intrigante e inexplicável imagem na cena de um crime em Alegrete

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Um número infinito de imagens não precisam de explicação nenhuma. Mas, também, têm imagens que precisam de todas as explicações possíveis. Há pessoas que interpretam de várias maneiras quando se tem algum vulto ou imagem sobreposta em alguma fotografia.

Desde que ocorreu o primeiro feminicídio em Alegrete, na noite de 27 de março, uma imagem intrigou vários leitores que questionaram à reportagem. Por esse motivo, buscamos compreender o que poderia justificar a imagem de um palhaço próximo às arvores, na cena do crime. No dia da prisão do homem que foi autor do brutal assassinato, ele citou que tinha visto um palhaço que supostamente o possuiu.

Com esse relato e demais questionamentos de pessoas que identificaram a imagem, a reportagem buscou auxílio com uma integrante da Casa Espírita Eulália Nogueira, a espírita e estudiosa, Elíria Mallmann. Ela viu a imagem na fotografia e, partindo do princípio que a fotografia é original, não foi adulterada, fez considerações acerca do fato.

As considerações da Espírita não têm a intenção de questionar ou de minimizar o fato cruel e a atrocidade que ocorreu naquela noite. Apenas a avaliação sobre uma imagem que, fisicamente não estava no local, mas é visivelmente perceptível em uma das fotos da cena do crime.

A reportagem também colheu relatos de vizinhos e conhecidos que presenciaram parte da tragédia. Eles pediram para não se identificar, mas afirmam que a imagem do palhaço não foi vista por ninguém.

Elíria Mallmann reconhece que o tema requer muita cautela, mas que no estudo do Espiritismo esse caso poderia se enquadrar numa obsessão avançada, ou seja, o autor da barbárie estaria possesso e subjugado por um espirito inferior que não estaria aceitando a relação do casal e o incitou ao crime. O espirito obsessor que estava obsediando o homem com sua influência maligna, exerceu o crime. Quando um encarnado esta subjugado por um espirito, não têm consciência do que esta fazendo, é o obsessor que comanda.”- explicou.

A professora acrescenta que essa é uma avaliação sob o prisma da literatura espirita. Não é nenhum posicionamento ou opinião sobre o fato ocorrido.

O Delegado responsável pelo caso e pela DPPA de Alegrete, Valeriano Neto, ao ser questionado sobre o assunto, disse que em todos os anos que está atuando na Polícia, já passou por várias situações e não duvida de nada.

As observações feitas pela professora Elíria, são amparadas em preceitos da Doutrina Espírita. Veja abaixo.

Relembre o caso:

O autor do crime bárbaro que comoveu a comunidade foi preso na noite(29), dois dias depois do feminicídio, pela Brigada Militar.

O presidiário, 46 anos, estava em uma residência no bairro José de Abreu. Ele foi localizado no quarto, armado com um revólver calibre 38, municiado com seis cartuchos intactos. Além da faca usada no crime, suja de sangue.

Ainda conforme o viúvo, o assassino sempre dizia que era apaixonado pela vítima e não aceitava que ela tivesse outra relação. Esse depoimento ele deu na noite do crime em que se deparou com a mulher morta em frente à residência. O homem entrou em desespero.

No dia do feminicídio o autor fugiu. Foi localizado dois dias depois com a mesma roupa e com vestígios de sangue, assim como a faca usada também com sangue e um revólver.

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