Empresário delata Felipe Santa Cruz, presidente da OAB

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Orlando Diniz afirmou, em delação revelada pela CNN, que Santa Cruz teria feito pedido de R$ 120 mil para campanha

Em seu acordo de delação premiada, o ex-presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Orlando Diniz, afirmou que teria fechado um contrato com um aliado do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, por um serviço que não foi executado. O pagamento teria sido repassado a Felipe Santa Cruz para que ele usasse em sua campanha à OAB do Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo CNN Brasil.

A emissora teve acesso a um trecho da delação de Orlando Diniz referente a Felipe Santa Cruz. O ex-presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro foi preso em 2018.

Na delação, Diniz afirma que Santa Cruz pediu o dinheiro “em espécie”, mas “que, como naquele momento o colaborador estava com poucos recursos, ele e Felipe Santa Cruz acordaram de fazer um contrato com Anderson Prezia Franco, cujo objeto seria consultoria e assessoria jurídica para a contratada, a Fecomércio, QUE o objetivo era apenas promover uma transferência de recursos a Felipe Santa Cruz; QUE os honorários de Anderson Prezia foram, no valor bruto, R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), QUE Anderson Prezia não prestou serviços efetivamente, uma vez que as causas já estavam cobertas por outros escritórios”.

O delator explicou ainda que “esse contrato foi firmado com o único objetivo de repassar recursos para as campanhas internas de Felipe Santa Cruz na OAB, no valor de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais); QUE se tratou de transferência de recursos para campanhas e foi um primeiro movimento, uma espécie de “gesto de boa vontade”; QUE, o colaborador, então, entendeu que Anderson Prezia Franco era o “homem da mala” de Felipe Santa Cruz e apenas face ao pedido direto de Felipe Santa Cruz ao colaborador é que o contrato foi assinado”.

Em nota, o “presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, rechaça com veemência as ilações mentirosas dessa delação fantasiosa. Ressalta que nunca pediu qualquer tipo de apoio para campanha da Ordem ou negociou qualquer serviço com o senhor Orlando Diniz. Tais mentiras só podem ser interpretadas como retaliação à ação do dr. Felipe Santa Cruz como advogado do SESC e do SENAC/RJ em processo no TCU, justamente pedindo ressarcimento dos danos causados pelo delator às organizações – processo esse em que esse senhor foi condenado a devolver mais de R$ 58 milhões aos cofres do Sesc e do Senac estaduais por um convênio ilegal. Está clara a intenção de destruir reputações para tentar escapar de penas pesadas às quais são submetidos aqueles que, como o pretenso delator, cometem crimes”.

Já o “escritório de advocacia do dr. Anderson Prezia não prestou serviços para Orlando Diniz, e sim para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, entidade de direito privado (portanto, sem recursos do Sesc/Senac). O escritório foi contratado pela entidade, em 2016, para atuar em processos trabalhistas no TRT e TST, em agravo de instrumento de recurso de revista. Naquela data, inclusive, o dr. Anderson Prezia e o dr. Felipe Santa Cruz não eram sócios.À época, o contato com o escritório foi feito via o Departamento Jurídico da entidade”.

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