Levy Fidelix morre aos 69 anos, vítima da Covid-19

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Morreu, na noite dessa sexta-feira (23), aos 69 anos de idade, o político José Levy Fidelix da Cruz, mais conhecido apenas como Levy Fidelix. O político estava internado desde março em um hospital particular de São Paulo e morreu por complicações da Covid-19.

A informação da morte foi confirmada pelo prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos – SP). “Que Deus conforte toda a família desse grande líder nacional…”, escreveu o prefeito, acompanhado de uma foto no Instagram.

Ele deixa mulher, a também política Aldinea Rodrigues Cruz, e filha, Lívia Fidelix, que tentou se eleger deputada nas eleições de 2018.

A diretoria do PRTB, confirmou por meio da conta oficial de partido de Levy Fidelix, o falecimento do político.

“É com profunda dor e pesar que o PRTB, por sua diretoria, comunica o falecimento do nosso Líder, Fundador e Presidente Nacional Levy Fidelix, ocorrida nesta data na cidade de São Paulo. Descanse em paz homem do Aerotrem!”, diz a nota oficial do partido.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Fidelix fundou uma agência de publicidade e atuou como diretor de criação em outras duas. Como jornalista escreveu para os jornais Correio da Manhã e Última Hora, fundou três revistas e, durante dois anos, foi âncora de um programa sobre informática na TV Bandeirantes e no SBT. O político também trabalhou na área governamental antes de começar a carreira política para elaborar um boletim nacional de agricultura.

Apesar de completar, em 2020, 34 anos na Política, Levy Fidelix nunca foi eleito para nenhum cargo eletivo, mesmo tendo concorrido em 13 pleitos no total. Ele recebeu votações irrisórias tanto em 1986, quando disputou para deputado federal pelo PL, quanto em 1989, quando mudou-se para o PTR (Partido Trabalhista Renovador) e concorreu ao mesmo cargo.

Entre 1992 e 1994, Fidelix fundou o PRTB para se candidatar a presidente da República, no entanto, acabou com o registro barrado por conta da legislação eleitoral. Em 1996 decidiu postular à Prefeitura da capital paulista pela primeira vez. Foi nesse pleito em que apresentou pela primeira vez a famosa proposta do Aerotrem, um trem de alta velocidade que, segundo ele, seria a solução para o problema de mobilidade urbana em São Paulo. Contudo, não conseguiu nem 0,1% dos votos na ocasião.

Em 1998, voltou à campanha, desta vez para governador do Estado de São Paulo, ficando também abaixo dos o,1%. Em 2000, abandonou a cabeça de chapa e entrou como vice-prefeito de Fernando Collor de Mello, de quem já tinha sido assessor de comunicação na campanha entre 1989 e 1990. A candidatura, contudo, teve o registro negado antes mesmo da eleição.

Em 2002, voltou a disputar o governo estadual, sendo derrotado com menos de 1% dos votos válidos. O mesmo aconteceu em 2004, quando se candidatou a vereador na capital paulista, e em 2006, quando tentou o cargo de deputado federal. A última vez que concorreu à Prefeitura de São Paulo foi em 2008, quando recebeu pouco mais de 5,5 mil votos.

Desde então, participou da corrida presidencial nas eleições gerais de 2010 e 2014. Nesta última ficou conhecido por suas participações nos debates entre candidatos transmitidos pela TV, que, em vários momentos, renderam declarações polêmicas, principalmente com declarações voltadas para o público LGBTQIA+. Também foi o pleito em que teve sua votação mais expressiva, recebendo mais de 440 mil votos, o equivalente a 0,43% dos votos válidos. Sua última participação em eleições foi em 2018, quando foi candidato a deputado federal por São Paulo e também não foi eleito.

 

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