Em sessão tumultuada da CPI, Hang nega ter financiado fake news

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Luciano Hang segura cartaz pedindo liberdade de expressão - Pedro Ladeira / Folha Press

Em uma das sessões mais conturbadas da CPI da Covid desde o início dos trabalhos da comissão, o empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, negou ter propagado, financiado ou participado de qualquer “esquema de fake news” durante a pandemia.

Hang foi acusado por parlamentares que fazem oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro de ter financiado e apoiado a disseminação de conteúdo com informações falsas sobre a covid-19, especialmente defendendo tratamentos supostamente ineficazes para combater a doença.

“Quero afirmar aqui nesta Casa, com a consciência tranquila e com a serenidade de quem tem a verdade a seu lado, que não conheço, não faço e nunca fiz parte de nenhum ‘gabinete paralelo’. Nunca financiei nenhum esquema de fake news e não sou negacionista”, afirmou Hang.

O dono da Havan também negou que tenha tido conversas com Bolsonaro sobre ações de enfrentamento da pandemia de covid-19. O empresário respondeu a um questionamento do vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que exibiu um vídeo no qual Hang aparecia ao lado do presidente da República no Palácio do Planalto. “Fui falar de economia, de desenvolvimento, de emprego e de união”, afirmou.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), chegou a suspender a sessão por alguns minutos depois de um bate-boca generalizado entre os parlamentares. Aziz se irritou com os cartazes exibidos por Hang com os dizeres “não me deixam falar” e “liberdade de expressão”.

O ambiente ficou carregado desde os primeiros minutos do depoimento. Em sua fala inicial, Hang mostrou, com autorização de Aziz, um vídeo sobre a Havan — o que causou indignação em parlamentares oposicionistas, que alegaram tratar-se de propaganda indevida.

Outro que se envolveu em discussões acaloradas foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que reapareceu na CPI depois de várias sessões ausente. Ele defendeu Hang e condenou o tratamento dado ao depoente pela cúpula do colegiado. Segundo Flávio, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), chamou Hang de “bobo da corte”. Calheiros negou as ofensas.

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