Casamento às Cegas Brasil é tão bom quanto a versão gringa?

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Acaba de chegar ao fim a primeira temporada da versão brasileira do reality show Casamento às Cegas, produção original da Netflix. O programa de relacionamentos traz uma premissa diferente daqueles que nós já conhecemos, em que as pessoas se encontram e são atraídas fisicamente antes de conhecerem a personalidade um do outro, sendo um diferencial bastante relevante para o catálogo da plataforma de streaming.

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Em Casamento às Cegas Brasil, homens e mulheres têm seus primeiros encontros em cabines, separados por uma parede, e todo mundo conversa com todo mundo. Quando as mesmas pessoas sentirem que “deu match”, elas continuam conversando e acabam noivando. Esse pedido de casamento acontece ainda antes do primeiro encontro, geralmente com trocas de juras de amor. Então, eles se encontram pessoalmente e se preparam para uma lua de mel, seguida de duas semanas de convivência juntos pela primeira vez e, então, o casamento.

Imagem: Divulgação/Alisson Louback/Netflix

O programa, no entanto, não é um reality show que força as pessoas a se casarem no final ou que pressiona essa decisão a todo custo, mas sim um “experimento”, como eles mesmos dizem. Nele, as pessoas experienciam o processo de conhecer alguém, se apaixonar, casar e conviver juntos fora da sequência tradicional, buscando a resposta para a pergunta que aparece frequentemente na atração: o amor é realmente cego?


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Sendo assim, a maior parte do entretenimento da série não está no pedido de casamento ou na lua de mel em si, mas nos momentos em que eles começam a ter uma vida juntos, conhecendo família, amigos e a casa do pretendente. Durante esse processo, tanto na versão estadunidense quanto na versão brasileira, há mais conflitos do que momentos prazerosos. Afinal, ninguém disse que a convivência e casamento são coisas fáceis, muito menos nessa situação.

O reality show se apoia no mesmo esquema da versão estrangeira, que é a original, trazendo a mesma sequência de atividades e focando nas interações do dia a dia, que acontecem com mais força na segunda metade da temporada. A decisão de liberar episódios em partes separadas, inclusive, foi essencial para gerar bastante repercussão nas redes sociais, resultando em expectativas, escolha de personagens preferidos e também indignações com determinados comportamentos.

Imagem: Divulgação/Alisson Louback/Netflix

Como qualquer reality show com premissas diferenciadas e que geram engajamento, parte dos comentários deixam o entretenimento de lado para focar em questões relacionadas à diversidade em programas do tipo. No decorrer dos últimos anos, os programas finalmente estão optando por incluir pessoas com corpos fora do padrão e de diferentes etnias.

Em Casamento às Cegas, no entanto, apesar de haver participantes negros, como Carolina e Hudson, ou ainda um estrangeiro que vive no Brasil, como Shayan, os candidatos ao casório ainda não são os mais diversos, o que dificulta a proposta do programa de responder se o amor realmente é cego.

Nessa primeira temporada, foi possível transparecer as emoções sentidas pelos participantes, que não hesitaram em demonstrar a insatisfação com o parceiro na “vida real”, o que traz mais credibilidade a programas do tipo, que geralmente são acusados de serem 100% roteirizados. Isso também é apoiado pelo fato de que o ponto alto da série acontece no final, quando eles precisam dar “sim” ou “não” no momento do altar, em frente à família, amigos e outros convidados, e às câmeras, é claro. 

Experiência

Para entender melhor como foi a experiência do Casamento às Cegas, o Canaltech conversou com o primeiro casal formado no programa, Ana Prado e Shayan Haghbin. Eles contaram como se sentiram durante a gravação do reality show, quais foram as expectativas e a reação dos familiares.

Shay e Anna (Imagem: Divulgação/Alisson Louback/Netflix)

Ana nos contou que, desde que assistiu à versão estadunidense, sabia que participaria do programa se houvesse a chance, dizendo que o experimento defende tudo o que ela sempre acreditou. “Mas nunca tinha tido, até então, a oportunidade de vivenciar de forma literal que o amor pode e deve ser cego. Cego em relação ao físico, cor, cultura, classe social, etc”, contou a participante à reportagem. “Entrei de corpo e alma nessa oportunidade, zero ceticismo, com uma fé absurda que dizia incansavelmente na minha cabeça: é aqui que você vai encontrar o seu parceiro de vida”.

Shay também revelou que entrou com a cabeça e com o coração 100% abertos. “Queria vivenciar esse experimento da melhor forma possível”, disse.

Em relação a se apaixonar sem nunca ter visto a pessoa fisicamente, Ana conta que foi uma sensação engraçada porque ela nunca sentiu tanta naturalidade em conhecer alguém antes. “Foi fácil, foi confortável, foi verdadeiro. Desde o momento em que escutei a primeira palavra que saiu da boca do Shay, eu soube que era aquilo, que era esse alguém”, contou.

Shay também relatou ser uma sensação incrível. “Não tem muito como explicar direito, mas lembra muito quando você sente um frio na barriga, sabe?”, disse o participante, que inclusive revelou ao Canaltech que nunca teve dúvida alguma sobre o que estava sentindo. “Mesmo agora depois do programa, também tenho a certeza que fiz a escolha certa, o que meu coração mandava. Quando você só consegue pensar em uma pessoa e chega a sonhar com ela sem nunca ter visto pode ter certeza que ela é quem você está buscando”, completou o empresário.

Ao participar do Casamento às Cegas, os casais podem oficializar a união dentro do programa, sendo uma forma nada convencional de se casar. Ana contou que a sua família ficou feliz por ela participar do programa, revelando que eles sempre acharam que o reality show combinava com ela. “Porque [o programa] defende valores que a minha família sempre pregou e que são muito claros para quem convive e/ou acaba conhecendo a gente”, disse a modelo.

Imagem: Divulgação/Alisson Louback/Netflix

Shay disse que a família também ficou feliz ao descobrir que ele participaria do programa, mas conta que, ao mesmo tempo, eles sentiram um pouco de dúvida por não saberem se realmente daria certo. Ambos os participantes revelaram que nunca haviam imaginado, antes do reality show, que seria possível se apaixonar por alguém sem nunca ter visto a pessoa.

Para quem se interessou pela premissa do Casamento às Cegas e tem vontade de participar, a dica de Ana é que a pessoa tenha fé. “Analise dentro de você o que realmente quer e espera da vida, mentalize sobre. Sem amor, somos muito pouco, somos quase nada”, contou a modelo. Shay completou: “Participe sim! Porque se seu santo bater com o de alguém, com certeza terá a melhor experiência da sua vida”.

Com base na repercussão nas redes sociais, além da interação dos participantes com os espectadores, a primeira temporada da versão brasileira cumpriu seu papel de ser um entretenimento que engaja e debate questões relacionadas a uma vida a dois de forma diferente. Se houverem novos episódios, a trama precisa ouvir o público e trazer uma experiência mais objetiva e diversa se realmente quiser responder se o amor é cego ou não.

Você já pode assistir a todos os episódios de Casamento às Cegas Brasil na Netflix.

Leia a matéria no Canaltech.

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