Deezer descumpre promessa e aumenta preços em até 30%

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Em abril, o Deezer provocou o Spotify por aumentar o valor dos planos e prometeu que não mexeria nos seus próprios valores cobrados no meio da pandemia, como forma de ajudar as pessoas a superar esse momento de dificuldade. Apenas seis meses depois, a ideia parece ter ficado no passado, já que o serviço de streaming de áudio aumentou o valor do plano Premium de R$ 16,90 para R$ 24,90 por mês e do plano Família de R$ 26,90 para R$ 34,90 — e isso sem fazer muito alarde.

Deezer provoca Spotify e garante que seus preços não vão subir Número de ouvintes de podcasts cresceu 24% em 2021, revela Deezer Qual a diferença entre o áudio HiFi do Apple Music, Deezer e Tidal

A modificação nos valores pegou muita gente de surpresa, já que foi feita sem divulgação prévia ou comunicação global. No Reino Unido, onde a empresa já se posicionou oficialmente, o preço foi de 9,99 libras por mês para 11,99 libras, enquanto o plano Família saltou de 14,99 libras para 17,99 libras.

Embora haja um padrão de melhoria da pandemia em muitos países, a Europa passa por um momento de agravamento da situação, especialmente no Reino Unido. Além disso, a empresa havia garantido em abril ue um aumento de preços seria anunciado com pelo menos três meses de antecedência para não pegar ninguém de surpresa.


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O modo HiFi será adicionado ao plano Premium no Reino Unido, mas não no Brasil (Imagem: Divulgação/Deezer)

Lá fora, o streaming de música francês justificou o ato ao colocar a culpa nos concorrentes, Amazon e Apple, que oferecerem músicas em HD como parte dos seus planos de assinatura padrão. O Deezer também deve entregar sons de alta qualidade em planos mais básicos, porém com esse reajuste no preço final, porque haveria um custo maior para a empresa.

“Tomamos a decisão de fazer do HiFi nosso novo padrão de som e de ajustar nossos preços no Reino Unido”, disse o CEO da Deezer, Jeronimo Folgueira, nomeado na mesma época em que a promessa de preço congelado havia sido feita. “Queremos oferecer aos amantes da música a melhor experiência disponível, bem como contribuir para o crescimento contínuo da música em todo o mundo.”

A empresa alegou que o reajuste levará mais dinheiro para músicos e compositores, um dos setores mais afetados pela pandemia e parte de uma indústria que “não aumentou seus preços em mais de 10 anos”. Esse aumento chega em um momento de frustração de clientes com o Deezer, já que muitos dispositivos estão incapacitados de rodar o serviço por causa de um problema com certificados de segurança expirados — o que continua sem solução após semanas.

Guerra da qualidade nos streamings de áudio

A mudança do Deezer ocorre na mesma semana em que a Amazon Music anunciou o acesso liberado ao spatial audio, recurso semelhante ao oferecido pela Apple Music para os assinantes. Tudo começou com a Tidal, a primeira a investir nos áudios sem perda de qualidade como um diferencial para o cliente, seguida pela Maçã e seus fones de ouvido superavançados.

O segmento de streaming musical então começou uma batalha para ver quem oferece a melhor qualidade de som pelo menor valor, com os vários serviços tentando superar uns aos outros. Atualmente, apenas o Spotify não entrega uma qualidade de som superior como os concorrentes, pois tem um enfoque de negócios diferente.

E no Brasil?

O Canaltech entrou em contato com a assessoria do Deezer no país para entender melhor a mudança de preços e o impacto nos serviços, mas ainda não obteve resposta — assim que houver um posicionamento oficial, o texto será atualizado.

Novos preços Deezer (Reprodução/Deezer) Novos preços Deezer (Reprodução/Deezer) Novos preços Deezer (Reprodução/Deezer)

Por aqui, o aumento foi bastante considerável, afetou todos os planos e chega a cerca de 30% de aumento. Segundo o site oficial, os valores agora são os seguintes:

O plano Premium era R$ 16,90 e passou para R$ 19,90; O plano Família saltou de R$ 26,90 para R$ 34,90; O plano HiFi não será anexado ao premium e passará de R$ 26,90 para R$ 34,90.

Resta saber se o usuário vai aceitar essa mudança repentina numa boa ou migrar para os concorrentes em busca de diferenciais e preços menores.

Leia a matéria no Canaltech.

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