O céu não é o limite | Dunas brilhantes em Marte, fotos nítidas de asteroides e+

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A exploração do Sistema Solar conquistou grandes avanços com a chegada da sonda BepiColombo a Mercúrio e a confirmação da existência de vapor de água em Europa, a lua congelada de Júpiter. Não só isso, mas também foram registradas as melhores fotos de um grupo de 42 grandes asteroides do cinturão principal, entre Marte e Júpiter.

Por outro lado, alguns mistérios permanecem, como a origem de um neutrino de alta energia detectado em 2019, que não veio de onde os cientistas pensavam. Confira essas e outras histórias no resumo das notícias espaciais mais incríveis da semana!  

Dunas brilhantes são fotografadas em Marte; entenda o fenômeno

(Imaagem: Reprodução/NASA/JPL/UArizona)

Você está olhando para a região marciana Noachis Terra, onde minerais expostos foram fotografados recentemente pela câmera HiRISE, da sonda  Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). Essa exposição ocorre por conta de ravinas que se formaram pela erosão ao longo da lateral de uma enorme cratera, chamada Kaiser. 


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Essa erosão ocorre nas partes mais íngremes das dunas da cratena todos os anos, quando os raios solares evaporam o gelo de dióxido de carbono. As mudanças sazonais na região Noachis está sempre transformando a paisagem e proporcionando imagens incríveis, desde a chegada da MRO na órbita de Marte.

A maior coleção de imagens nítidas dos objetos do cinturão de asteroides

(Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)

Esta é a maior coleção de imagens nítidas de objetos do cinturão de asteroides, obtidas através do Very Large Telescope (VLT) do ESO. São 42 imagens dos maiores corpos da região, que fica entre Júpiter e Marte, com a presença de algumas “celebridades” do Sistema Solar, como Ceres, Vesta e Psique.

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores nessas imagens é a variedade dos asteroides, que se dividem em dois grupos — os de formato esférico e os alongados. Encontrar essa variedade na mesma região é incomum, então os astrônomos suspeitam que os menos densos se formaram em órbitas mais afastadas do Sistema Solar e, mais tarde, migraram para mais perto do Sol.

O que revelam as primeiras fotos que a BepiColombo fez de Mercúrio?

(Imagem: Reprodução/ESA/BepiColombo/MTM)

A sonda BepiColombo chegou em Mercúrio e já registrou algumas regiões importantes do planeta, incluindo uma boa parte do hemisfério sul, enquanto o Sol nascia na região de Astrolabe Rupes. Essa estrutura tem 250 km de extensão e indica onde aconteceram contrações causadas pelo resfriamento de Mercúrio.

Também foram fotografadas a cratera de Haydn, que mede 251 km de diâmetro, onde provavelmente já houve inundações de lava. Outra região registrada foi a Pampu Facula, formada por erupções vulcânicas, dando pistas de que o planeta já teve uma atividade vulcânica bastante intensa, há mais de 3 bilhões de anos.

Exoplaneta onde chove ferro pode ser ainda mais quente do que se pensava

(Imagem: Reprodução/NASA)

O planeta WASP-76b ganho certa fama ao ser descoberto em 2016, porque ele é tão quente que chove ferro em seu lado noturno. Agora, um novo estudo mostra que ele é ainda mais “calorento” do que se imaginava.

Isso foi descoberto quando os cientistas detectaram cálcio ionizado em sua atmosfera, o que sugere uma temperatura diurna acima dos 2.246 °C. Outra possibilidade é que ventos muito fortes ocorrem na alta atmosfera deste exoplaneta.

Blue Origin leva William Shatner ao espaço e o traz de volta em segurança

William Shatner, o eterno Capitão Kirk, da série clássica de Star Trek, foi audaciosamente onde nenhum outro homem de sua idade jamais esteve. É isso mesmo, aos 90 anos, ele se tornou a pessoa mais velha a ir para o espaço. O voo aconteceu na quarta-feira (13), na missão NS-18 da Blue Origin, levando também outros três passageiros. 

O veículo alcançou o espaço suborbital a 106 km de altitude, e proporcionou a experiência única de se divertir com a microgravidade enquanto se observa o planeta Terra de longe. Tudo durou cerca de 11 minutos, e, no final da aventura, a New Shepard pousou na superfície com a ajuda de paraquedas. A tripulação deixou a cápsula e foi recebida pelos amigos e familiares, além da equipe da Blue Origin e seu fundador Jeff Bezos.

Neutrino misterioso detectado em 2019 não veio de onde os cientistas pensavam

(Imagem: Reprodução/IceCube Neutrino Observatory)

O neutrino de alta energia detectado em 2019 não veio do buraco negro que os pesquisadores haviam apontado como origem da “partícula fantasma”. A equipe do detector de neutrinos IceCube havia determinado que ele foi criado quando um buraco negro espaguetificou e devorou uma estrela em uma galáxia distante, mas um novo estudo mostrou que este não é o caso.

De acordo com os autores da pesquisa, o evento de espaguetificação da estrela na galáxia 2MASX J20570298+1412165 não produziu energia o suficiente para que um neutrino daquele tipo fosse liberado. Isso leva o time do IceCube de volta ao ponto inicial, em busca da origem dessa partícula tão misteriosa. Neutrinos podem ser produzidos pelo Sol e até mesmo  no núcleo da Terra, mas os de alta energia, conhecidos como neutrinos cósmicos, ainda são um mistério para a ciência.

Estas galáxias não podem formar novas estrelas e os astrônomos não sabem por quê

(Imagem: Reprodução/ALMA/ESO/NAOJ/NRAO/S. Dagnello/NRAO/STScI/K. Whitaker)

Seis galáxias detectadas por uma equipe de cientistas através de lentes gravitacionais (fenômeno previsto pela Relatividade Geral de Einstein que cria uma lente de aumento através da gravidade de uma galáxia próxima que distorce a luz da galáxia distante) não conseguem mais produzir estrelas. Os astrônomos estão agora se perguntando o por quê.

Essas galáxias são muito antigas e “apagadas”, ou seja, possuem pouco brilho por suas estrelas serem antigas e não há formação de novas estrelas. O problema, na verdade, é que o gás frio, matéria prima para “fabricação” de estrelas, desapareceu dessas galáxias, e ainda não se sabe como. Desvendar esse mistério ajudará os astrônomos a compreenderem os processos de evolução e “morte” das galáxias no universo.

Sonda New Horizons descobre asteroides “gêmeos” além da órbita de Plutão

(Imagem: Reprodução/NASA/JHAPL/SwRI)

A sonda New Horizons, a mesma que visitou e registrou imagens de Plutão em 2015, descobriu agora que dois asteroides já conhecidos pelos astrônomos são, na verdade, sistemas binários. Isso significa que cada um deles é um sistema no qual dois asteroides orbitam um ao outro. Eles estão localizados no cinturão de Kuiper, após a órbita de Plutão.

Sistemas binários como estes podem explicar como asteroides esquisitos, como o Arrokoth, ganham o formado de “boneco de neve”. É que quando dois corpos orbitam entre si a uma distância crítica, o destino é que ambos se encontrem em uma colisão que resulta em fusão, criando um novo objeto. A sonda ainda investigará o Cinturão de Kuiper, incluindo objetos que foram pouco alterados ou não ao longo da história do Sistema Solar. 

Dados do Hubble mostram vapor d’água persistente em apenas um lado da lua Europa

(Imagem: Reprodução/Goddard Space Flight Center/NASA/Paul Morris)

Foi detectada na atmosfera de Europa, uma das luas de Júpiter, a presença de vapor d’água persistente. Anteriormente, os dados sugeriam esses vapores, mas os cientistas encontraram apenas erupções de gelo. Agora, pela primeira vez, está confirmada uma distribuição estranhamente irregular de vapor neste mundo congelado.

A presença prolongada de vapor d’água parece ocorrer apenas no hemisfério posterior de Europa, e não há nenhuma explicação para isso. De qualquer forma, a descoberta será útil para as missões que vão explorar o sistema de luas de Júpiter, como a Europa Clipper, da NASA.

NASA e Boeing adiam novo teste de voo da cápsula Starliner para 2022

(Imagem: Reprodução/Boeing)

A cápsula Starliner, da Boeing, ainda não está pronta para voar, devido a problemas nas válvulas do sistema de propulsão da nave. O próximo teste, que deve mostrar que o veículo é capaz de se acoplar à ISS, deve acontecer somente em 2022. Representantes da NASA já haviam mencionado que isso poderia ocorrer e, agora, o adiamento foi oficializado.

Essa cápsula, ao lado da Crew Dragon, da SpaceX, foi projetada para o Commercial Crew Program, da NASA, que estabeleceu parceria com as agências para que os EUA voltassem a enviar seus astronautas em seus próprios veículos. Após o fim dos ônibus espaciais, a NASA teve que pagar à Rússia por assentos nos veículos Soyuz. A Crew Dragon enviou a primeira tripulação da NASA à ISS em 2020.

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Leia a matéria no Canaltech.

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